sábado, dezembro 5, 2020

Disney terá que enfrentar diversos desafios antes de reabrir parques

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      roberval taylorroberval taylor
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      Disney terá que enfrentar diversos desafios antes de reabrir parques, diz Bob Iger

      De volta ao comando por conhecer a empresa como poucos e poder tomar decisões coerentes com um dos momentos mais delicados da história, o chairman da Disney, Bob Iger, passou a fazer parte de um grupo de líderes de negócios para juntos tentarem ressuscitar a economia da Califórnia, nos Estados Unidos, em meio a pandemia do novo coronavírus.

      O momento envolve diretamente os parques da Disney, como o Disneyland Resort, que seguem fechados há mais de um mês em todo o país. E enquanto os visitantes já estão ansiosos para voltar ao parque, diversos desafios ainda precisarão ser enfrentados para a Disney reabrir seus parques com a segurança necessária, o que envolve uma série de ações e soluções. Iger acredita que serão necessários grandes testes antes da empresa abrir as portas de seus parques novamente.

      “Claramente, fazer as pessoas se sentirem seguras com relação ao Covid-19 é o nosso maior obstáculo e ainda complicado. Não trata-se apenas, como sabemos, de respeitar o distanciamento social. É sobre implementar uma série de procedimentos que assegurem a saúde de nossos visitantes”, disse Bob Iger, em entrevista à KABC. “É provável que precisemos realizar testes em massa e, de alguma maneira, identificar aqueles que estiveram expostos ou que contraíram o vírus, para que não contaminem outras pessoas”, completou o chairman da Disney.

      Desde que voltou a assumir um papel mais ativo na empresa, Iger já revelou o projeto de fazer todo visitante, que chega a um parque da Disney, ter sua temperatura medida para impedir a entrada de pessoas doentes. O executivo também espera reduzir custos indiretos nos próximos meses, com a redução de escritórios e corte de funcionários, isto porque ainda não há uma data para a reabertura dos parques. Os centros de atendimento por telefone de Walt Disney World e Disneyland Resort, no entanto, continuam não estão aceitando reservas para os meses de abril e maio.

      Disney corta pagamento de 100 mil funcionários

      Entre licenças não remuneradas e demissões, a Disney deixa de pagar cerca de 100 mil funcionários de seus parques a partir desta semana, número que representa quase metade de sua força de trabalho. Essa é uma das principais medidas da gigante do entretenimento para conter os impactos econômicos consequentes da suspensão das operações em meio à pandemia do novo coronavírus. A estimativa é de que o corte represente uma economia mensal de US$ 500 milhões.

      A Disney está com os parques de Flórida e Califórnia fechados desde o último dia 15 de março. No fim do mês, a companhia estendeu o fechamento por tempo indeterminado e garantiu o pagamento dos funcionários dos parques, os chamados “cast members” somente até 18 de abril, prazo encerrado no último fim de semana.

      A empresa, por sua vez, fornecerá todos os benefícios de assistência médica para funcionários colocados em licença não remunerada. Os empregados afetados também terão direito ao auxílio do governo dos EUA por meio do pacote de estímulo ao coronavírus de US$ 2,2 trilhões.

      Os pagamentos de salários também serão interrompidos para funcionários da Disneyland Paris, que se enquadrarão no pacote de auxílio aprovado pelo governo da França, que permite que as empresas reduzam salários e carga horária, enquanto o governo arca com até 84% de seu salário líquido. No começo do mês, a empresa já tinha dispensado todos os colaboradores intermitentes (aqueles que atuam conforme a demanda) que começaram a trabalhar com espetáculos neste ano. Em nota, a Disney informou que a decisão tem a ver com “não visibilidade na retomada (destas) atividades”.

      Redução salarial dos executivos
      Outra medida adotada pela companhia foi o corte no salário de executivos. O chairman da Walt Disney Company, Bob Iger, renunciou a 100% de sua remuneração. O executivo, que havia renunciado ao cargo de CEO em fevereiro, está liderando ações em meio a pandemia.

      Já o CEO, Bob Chapek teve uma redução de 50% em seu salário, enquanto todos os vice-presidentes do Walt Disney Company terão seus salários reduzidos em 20%, todos os vice-presidentes Sênior terão o salário reduzido em 25% e todos os VP executivos terão um corte de 30% no salário.

    • #55559
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      Olá meu amigo Roberval,

      E quem não gostou nada da decisão da Disney foi a herdeira da fortuna da Walt Disney, Abigail Disney que criticou a empresa em proteger bônus e dividendos de executivos de mais de US$ 1,5 bilhão enquanto cortaram o pagamento do salário de mais de 100 mil trabalhadores para ajudar a enfrentar o impacto financeiro causado pelo coronavírus (COVID-19).

      Assim publicou no Twitter:

      “Isso pagaria pelo salário de três meses aos trabalhadores da linha de frente… … Mas vai para pessoas que já colecionam bônus notórios há anos. Os dividendos não são ruins, dado o número de pessoas de renda fixa que dependem deles. Mas ainda 80% das ações pertencem aos 10% mais ricos. Pague às pessoas que fazem a mágica acontecer com respeito e dignidade que elas ganharam mais do que você. Esta empresa deve fazer melhor. ”

      Fonte: THE GUARDIAN. Disney heir criticises $1.5bn in bonuses and dividends as company cuts pay | Film | The Guardian. Disponível em: <"https://www.theguardian.com/film/2020/apr/22/disney-heir-criticises-company-over-15bn-bonuses-cuts-pay">. Acesso em: 23 de Abril de 2020.

      Um forte abraço,
      Luiz Carlos ºoº

    • #55564
      roberval taylorroberval taylor
      Participante
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      Caro Amigo Pantoja,
      Tem certa razão a Sra. Abigail, herdeira da Disney.
      Mas também entendo que os dirigentes, muito bem remunerados, tenham dificuldades em abrir mão de seus salários e bonificações (uma forma de escapar dos altos impostos que são cobrados nos EUA) pois já devem ter se acostumado com um elevado padrão de vida, e tem compromissos não só deles mas também de suas famílias, não é ?

      A verdade é que dizem que os parques de Orlando, em geral, jamais serão os mesmos, na vida após a pandemia.
      Lotações limitadas, re-engenharia das filas, higienização dos brinquedos e atrações, redistribuição das cadeiras em cinemas e nas audiências em geral, mudanças nos hábitos em refeições e restaurantes, enfim … muitas mudanças mesmo !

      Alguns arriscam dizer que a reabertura dos parques e a reativação da economia em geral, só se daria após o mês de agosto.
      Enquanto isso, várias empresas estarão quebrando: Companhias aéreas, locadoras de carro em dificuldades, hotéis, restaurantes, imobiliárias, guias de turismo, etc. Há um grande universo de pessoas que tiram seu sustento ao redor dos parques de Orlando e da Califórnia, nos EUA.
      Outro dia assistí a uma Palestra de um “Broker”, que é dono de uma grande imobiliária e administradora de imóveis em Orlando, prevendo nova onda de desvalorização de imóveis, já que muitos proprietários terão que se desfazer de suas casas e apartamentos, por não terem mais público para alugá-los por temporada, como antes. É uma pena !!
      Vamos torcer que as coisas voltem ao normal, assim que possível.
      Forte abraço.

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