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Civilidade nos parques

 
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ORDENAR MENSAGENS: da mais recente para a mais antiga
 
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Felipe N. Gerdes
 
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Inscrição: 09/09/2008
 
 
Brasileiros, aaaa, esses brasileiros... rsrsrs
postado por: Felipe N. Gerdes

 mensagem postada em 22/01/2013 - 01:01:00hs
 

Estive em Orlando de 24dez2012 a 10jan2013, minha viagem foi perfeita, a não ser infelizmente pelo que eu já esperava, falta de educação dos brasileiros.

Quando via pessoas gritando, eram brasileiros, gente jogando roupas no chão das lojas, brasileiros, reclamando do que nem entendiam e por ai vai...

Lógico que existem os normais, mas infelizmente são pouquíssimos, os outros acham que os Estados Unidos são só Orlando e Miami, e acham que estão salvando os EUA com seu consumo... santa ignorância!! Minha tia mora nos EUA a aprox. 21 anos e sei bem como o brasileiro é visto por lá, merecidamente.

O pior foi na noite do reveillon, em Epcot, na Itália enquanto aguardava para ver os fogos, infelizmente fiquei ouvindo uma família de brasileiros, debatendo o que fazer com um Iphone 5 que o filho de um deles tinha encontrado no chão, como fazer com que o dono não localizasse, como fazer para ficarem com o aparelho, etc... Só ouvi que o pai do espertão era oftamologista no Rio de Janeiro, e estava todo orgulhoso do filhão malandrão. Pelo menos uma hora chegou a filha de um deles que foi contra todos, após isso, o assunto sumiu, mas foi o suficiente para me decepcionar. Aquilo ficou gravado em minha mente, eu não acreditava no que estava ouvindo. Tirando isto, a noite foi perfeita!

Resumindo, gosto de lá quando tem poucos brasileiros ou a maioria deles são os normais, discretos, educados, e automaticamente não são notados, se misturam aos outros e tudo fica normal

Em outubro estive em 4 cidades do Colorado e Utah, 12 dias, e para meu espanto, não notei nenhum, zero mesmo, brasileiros. Que presente!

Minha aversão não é a brasileiros, e sim a pessoas mal educadas, infelizmente a maioria deles.

Acho que todos que são educados, e respeitam os outros como eu me entendem.

Felipe

Klebson
 
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Felipe - brasileiros
postado por: Klebson

 mensagem postada em 22/01/2013 - 10:01:25hs
 

Não costumo falar muito sobre isso, para não me criticarem por eu estar chamando os americanos de superiores e tal.
Eles não são superiores. São apenas educados.
Muitos brasileiros dizem que detestam americanos, que eles são frios e tal.
Com certeza existem americanos com defeitos, como em qualquer lugar.
Mas uma coisa é geral nos EUA: todos pedem licença, todos pedem desculpa, todos agradecem, todos dão a vez a alguém, ninguém toma a vez de ninguém, ninguém joga lixo no chão... coisas raras no Brasil.
O dia da volta ao Brasil é dia de maior choque. O choque já começa dentro do avião quando alguém esbarra em você quase derrubando e nem pede desculpa.
Passei 20 dias nos EUA e quando voltei demorei umas duas semanas pra me adaptar ao trânsito, onde a gentileza passa longe, eu ia aos shoppings e todo mundo se esbarrando, tomando a frente, sem pedir licença, nem por favor, nem obrigado.
Nossa educação precisa melhorar muito, e isso não se restringe a classes sociais, de forma alguma.
Eu achei um Ipod no avião e entreguei a uma comissária do avião, minha parte eu fiz, não sei ela hehe.
Tenho orgulho de brasileiro, gosto muito do meu país, mas acho acho que muitos precisam fazer um estágio no exterior e aprender um pouco hehe.
Se o melhor do Brasil é o brasileiro, o pior do Brasil também é o brasileiro.

Patrícia Parra
 
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Apenas um exemplo
postado por: Patrícia Parra

 mensagem postada em 22/01/2013 - 10:01:39hs
 

Em praticamente todos os locais que eu ia com meu marido, as pessoas se surpreendiam por sermos brasileiros. Fui em uma loja dentro do IOA e loja estava vazia, eu junto com meu marido, escolhendo uns bichinhos de pelúcia e roupinhas, eu falando baixo e ele tb, mto discretos, rindo de algumas coisas, normal de qualquer turtista. Quando chegamos ao caixa, a atendente perguntou se eu havia encontrado tudo que estava procurando (super gentileza de sempre), e eu disse que sim. E ela obviamente notou meu sotaque e perguntou de onde eramos. Quando eu disse Brasil, ela falou: "Nossa, vocês são tão silenciosos e estão só vocês 2? Geralmente os brasileiros vem em bandos de 5 ou mais sempre barulhentos". Eu não me senti ofendida por esse comentário, mto pelo contrário, me senti lisonjeada. Fico muito envergonhada das pessoas pensarem assim, mas INFELIZMENTE eles tem razão. Daí eu expliquei para ela que, nem todos os brasileiros são assim, que alguns não tem muita noção, e pedi desculpas. Ela sorriu e disse que tudo bem.

Olha que desagradável. Gente, eu fiquei passada.

Depois fui em um restaurante, e o garçom falou que ali era reduto brasileiro. Mas ele nem precisava falar, pois o restaurante estava uma algazarra só, um horror. Pelo amor de Deus, não custa nada ter educação e respeito ao próximo!

Luciana34
 
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EDUCAÇÃO
postado por: Luciana34

 mensagem postada em 22/01/2013 - 10:01:55hs
 

Eu não entendo,porque as pessoas ainda se espantam com os brasileiros em Orlando,gente eu penso da seguinte forma,educação se tem ou não.
Eu continuo no seguinte pensamento,educação vem de berço,independente da condição social.Claro que as pessoas que vão para outro país deveria respeitar os costumes e se comportar como tal;Farei minha primeira viagem esse ano,eu sou muito discreta,não sou perfeita,mas detesto aparecer rs;não vou me espantar com os brasileiros mal-educados,pois como vivemos aqui já estamos acostumados com gente metido a esperto,sem-educação e sempre querendo levar vantagem,não generalizando é claro,porém é a realidade do nosso país,e pior que isso começa no alto escalão.O que me entristece é que levamos a fama por causa de pessoas que não sabem se comportar,pensa que o Estados Unidos necessita dos brasileiros para gastar e pode fazer tudo quer der vontade e isso não vai mudar.Sinto vergonha infelizmente.

Patrícia Parra
 
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Inscrição: 17/10/2012
 
 
Carteira perdida
postado por: Patrícia Parra

 mensagem postada em 22/01/2013 - 10:01:42hs
 

Vou citar outro exemplo de civilidade e educação.

Meu marido perdeu a carteira dele com todos os documentos, cartões e US$50, na Cheetah Hunt (Busch Gardens).

Claro que ficamos muito chateados, mas fizemos o tramite indicado pelos funcionários do parque, qual seja, um relatório no setor de achados e perdidos, sobre o item perdido e tudo que tinha dentro. Coloquei meu endereço no Brasil e o endereço do hotel, com uma ressalva que eu deixaria os EUA em 5 dias.

Pensei comigo: JAMAIS VÃO DEVOLVER.

Meu marido concordou comigo, pois havia mtas excurssões de brasileiros no parque neste dia e ele pensou ter perdido a carteira na fila para a atração.

Passados 10 dias de nosso retorno, chegou um pacote do Busch Gardens. Lá se encontrava a carteira intacta com tudo dentro e uma carta dizendo que se tivesse algo em desacordo, que era para contatarmos a central de achados e perdidos.

Fiquei embasbacada. Enviei um email agradecendo profundamente a atenção e o envio da carteira para o Brasil.

Se alguém perder a carteira no Bondinho do Pão De Açúcar, pode contar como PERDIDA mesmo. Já era...rs

Alessandrats
 
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Inscrição: 14/11/2012
 
 
Esquecemos a nossas câmaras
postado por: Alessandrats

 mensagem postada em 22/01/2013 - 12:01:48hs
 

Esquecemos um bolsa com a câmera fotográfica e a filmadora no comprtimento do carrinho do Everest (AK). Só percebemos depois, do outro lado parque e ficamos deseperados, além do valor do equipamentos todas as nossas fotos estavam lá. Graças a uma pessoa civilizada que encontrou e entregou ao funcionário do parque, conseguimos recuparar a bolsa. Ficamos muito felizes e agradecidos A esta pessoa que nem se quer conhecemos.

Paula Ns
 
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Sao Paulo - Sp
 
Inscrição: 19/01/2013
 
 
Educação no hotel
postado por: Paula Ns

 mensagem postada em 23/01/2013 - 20:01:33hs
 

Infelizmente o grande mal de muitos brasileiros é achar que podem fazer a maior algazarra e que todos estão ao redor vão achar o máximo, que simplesmente somos um povo feliz e alegre. No hotel em que nos hospedamos ano passado, tinha um grupo de brasileiros que ficava até altas horas da noite no corredor dos quartos - inclusive na porta do nosso quarto - gritando gol, falando alto, etc. Fiquei horrorizada com tamanha falta de educação. Coincidência ou não, não presenciei nenhum americano/estrangeiro com atitudes semelhantes.
Além dessa experiência desagradável, eu e meu marido estávamos no AK aguardando o desfile, sendo que eles colam uma fita no chão para delimitar a área. Algumas pessoas se posicionavam após a fita, sendo que o cast member vinha e dizia que não podia. Todas as pessoas abordadas (que não eram brasileiros) pediam desculpas e mudavam de lugar, até que uma família de brasileiros foi abordada pelo cast member e ficou tentando se justificar, reclamando e fazendo cara feia.
Realmente grande parte dos brasileiros (há exceções) precisam rever seus modos, pois somente assim teremos uma imagem mais positiva.

Desculpem o desabafo!

Roberval Taylor
 
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Inscrição: 13/01/2012
 
 
Tânia Maria
postado por: Roberval Taylor

 mensagem postada em 23/01/2013 - 23:01:07hs
 

Olá Tânia Maria,

só pra tentar ajudar, nos cruzamentos em Orlando e em outras cidades dos EUA, voce pode virar à direita mesmo que o sinal esteja fechado.!!
Sinal vermelho, só não pode cruzar totalmente a rodovia, mas virar a direita pode!!!
Possivelmente o senhor que buzinou atrás de seu carro estava tentando te avisar disso, já que no Brasil não se pode converter à direita no cruzamento, caso o sinal esteja fechado.
Forte abraço,

Roberval.

Thiago Tavares Azevedo
 
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Brasilia - Df
 
Inscrição: 21/01/2013
 
 
Educação
postado por: Thiago Tavares Azevedo

 mensagem postada em 26/01/2013 - 11:01:21hs
 

Eu e minha esposa fomos para Orlando no Natal de 2011 e vou ser sincero, nunca vi um povo tão educado, primeiro no aeroporto de Atlanta; ficamos meio perdido quando pegamos o metrozinho que tem dentro do aeroporto, e quando um seguranca viu nossa cara de perdido, na mesma hora ele veio nos ajudar com muita educação. Segundo nos parques, outlate, shopping e ate mesmo quando vamos abastecer eles são muito educado, pelo menos comigo não tive problema algum! Porém não sei se foi só comigo mas achei os indianos um pouco mal educados, não pedem desculpas, não pedem licença, etc. E são folgados, ficamos no Buena Vista Palace Hotel e nos quartos ao lado estavam uma família de indianos, e sempre deixavam a porta encostada com o trinco fechado e ficava batendo ate altas horas e começava novamente umas 6:00 de novo, e olha que pedimos varias vezes para fechar a porta direito ou deixar aberta com um encosto, pq com o vento ela ficava batendo direto sem parar, fora que ficavam entrando e saindo toda hora, aí já imagina né, o barulho que foi. Pode ser que foi um impressão minha, mas não gostei muito não! E nao adiantou reclamarmos e nem a recepção.

O resto é resto e muita curtição e tudo perfeito!!

Ayrton Horikawa
 
Membro
 
 
 
Inscrição: 26/05/2013
 
 
O Jeitinho Brasileiro - Vamos mudar isso ?
postado por: Ayrton Horikawa

 mensagem postada em 28/05/2013 - 10:05:54hs
 

O JEITINHO BRASILEIRO
Entrevista com Roberto DaMatta

O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção?

Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho” positivo e, dirá eu, ético. Por exemplo: estou na fila, chega uma senhora precisando pagar sua conta que vence aquele dia e pede para passar na frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”, que seria universal porque poderia ocorrer na maioria dos países conhecidos, exceto talvez na Alemanha ou na Suíça, onde um trem sai às 14:57! E sai mesmo: eu fiz o teste.

A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra. Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto que essa regra universal produz legalidade e cidadania! Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários públicos do meu país. Tenho o direito — como cidadão — de tomar conta da Biblioteca Nacional, que também é minha. Agora, se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando corrupção. A essas alturas, temos uma outra questão básica.

A liberalidade inventada pelos franceses e disseminada pelos americanos acabou com o regime do privilégio que graduava o comportamento. Havia um código de leis para os nobres, para o clero e, outro, para o povo. Um mesmo crime era julgado de modo diverso, caso fosse feito cometido por um nobre, por um padre ou por um ferreiro. Alguns comportamentos eram crimes só se fossem cometidos por plebeus. Veja o romance Os Miseráveis de Victor Hugo e O Conde de Monte Cristo, de Dumas. Ali se encontram bons exemplos desse mundo legal hierarquizado, onde pertencer a uma ordem ou família livrava a pessoa de certas crimes e permitia uma extraordinária latitude relativamente a outros tipos de comportamento. A Revolução Francesa liquidou o privilégio (ou a lei privativa ou privada). Ela instituiu um código universal dos direitos (e deveres) humanos, proclamada auto-evidente na constituição americana. Ora, esse código não contempla mais a gradação, a relatividade diante da lei que exclui a hierarquia, instituindo a igualdade como o valor central das relações entre cidadãos e normas governamentais. Os nobres não pagavam impostos; depois da revolução todos, inclusive o presidente paga.

No Brasil, a República fez, no papel e em cima de um regime social aristocrático de fato, de direito e de protocolo ideológico, a revolução igualitária. Na França, ela levou um monte de gente para a guilhotina, aqui, ela inventou — é lógico — o “jeitinho” e o “você sabe como está falando?” como duas pernas de uma mesma ficção jurídica. Que ficção é essa? Ora, é o faz de conta de que todos obedecem a lei, quando sabemos que os velhos aristocrata e os donos do poder (os burocratas, e altos funcionários, e os eleitos) são mais donos do que o “povo”. Com isso, podemos continuar contemplando o privilégio de não cumprir integralmente a lei, debaixo de um regime igualitário. Na França pré-revolucionária, dava-se, como no Brasil Imperial, o oposto. Em regimes onde o valor organizatório era a desigualdade, o jeitinho era libertar o escravo, deixar de ser medalhão, dar a um pobre a oportunidade de ser um igual.

Em suma, o jeitinho se confunde com corrupção e é transgressão, porque ela desiguala o que deveria ser obrigatoriamente trado com igualdade, ou seja, sem sine ira et studio, como dizia Max Weber, roubando um adágio de Tácito. O que nos enlouquece hoje no Brasil não é a existência do jeitinho como ponte negativa entre a lei e a pessoa especial que dela e livra. É a persistência de um estilo de lidar com lei, marcadamente aristocrático que de certo forma induz o chefe, o diretor, o dono, o patrão, o governador, o presidente, a passar por cima da lei porque ele a “empossa”. O cargo público ainda hoje, e apesar dos avanços, ainda é concebido aristocraticamente, não burocraticamente e patriarcalmente como o foi nos velhos tempos de Dom Casmurro.

Penso, por tudo isso, que é mídia tem um papel básico na discussão desses casos de amortecimento, esquecimento e jeitinho, porque ela ajuda a politizar o velho hábito que insiste em situar certos cargos e as pessoas que os empossam, como acima da lei; do mesmo modo e pela mesma lógica de hierarquias que colocam certas pessoas (negros, pobres e mulheres) implacavelmente debaixo da lei. O que faz com que a lei seja desmoralizada e quem a cumpre, estigmatizado como otário ou sub-cidadão.

Roberto DaMatta é professor titular da PUC-Rio e emérito da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. Antropólogo e escritor, também faz parte da Academia Brasileira de Ciências, da American Academy of Arts and Sciences e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. DaMatta é autor, entre outros, de “Carnavais, Malandros e Heróis”; “A casa & a rua”; “Conta de Mentiroso”, “Tocquevilleanas” e “A bola corre mais do que os homens”.

 
Em Tom Sawyer Island, no moinho - Harper's Mill - observe a engrenagem horizontal e verá um ninho de "bluebird" ("pássaro azul").