Voltei - Relato da minha viagem!

 
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RELATO - continuação 2

 mensagem postada em 22/09/2009 - 14:09:18hs
 
 

DIRIGINDO / TRÂNSITO / PEDÁGIOS / GASOLINA: Realmente, Orlando é uma cidade muito fácil de se localizar. Com GPS então, é covardia. Dá para se virar sem GPS com certeza, mas com é muito melhor. Aconselho a todos que comprem um GPS logo na chegada. Coloquem no Google Maps o trajeto do aeroporto até algum Walmart (muitos 24 hs) ou Bestbuy (fecham às 9:00 pm) e já parem no caminho para pegar o GPS. Outra opção é comprar pelo Amazon e mandar entregar no hotel, usando tb o google maps para chegar no hotel, saindo do aeroporto. Alugar não vale a pena por conta do preço (acho que $ 10 por dia). Vi o Garmim 205W por $139,00. É muito fácil de usar. Levem os endereços dos shoppings, lojas, hotéis e afins, para garantir. Pelos pontos de interesse que vêm configurados no GPS já se pode localizar muita coisa. Eu já levei GPS daqui, um da Garmim que foi comprado lá e por isso já tinha os mapas americanos de 2008. Em relação ao tráfego, posso dizer que realmente à tarde, pode-se pegar muitos carros nas ruas, principalmente na região da ID. Mas como saíamos cedo para os parques todos os dias, não pegamos quase nada de trânsito. Só quando saímos dos parques que terminamos cedo e nos dias de compras. Mas sei lá, sou de São Paulo, demoro 1:00 h todos os dias para voltar do trabalho num trecho de pouco mais de 10 km....Meu parâmetro é meio deturpado. Para se chegar nos parques da Disney saindo da ID era muito rápido, cerca de 15 minutos, com muitas placas te direcionando para Disney World. Para a Universal 3 minutos e Sea World 5. Avenidas largas e tudo muito bem sinalizado. As distâncias em Orlando são grandes. Nos primeiros dias quando eu colocava no GPS um endereço ele informava: “14 km” eu pensava, “putz, que florida...”. Mas daí em 10 minutos chegávamos no lugar.
Nas estradas, tomem cuidado com as patrulhas. Não fui parado nenhuma vez, mas várias vezes vi os “sheriffs” me ultrapassando para pegar carros lá na frente, principalmente na I-4 e Turnpike. O limite de velocidade não é muito respeitado pelos americanos, como pensei que fosse. Em várias estradas estava eu lá nas 55 MPH permitidas e os caras passando voando. Na Turnpike para Miami, que a velocidade permitida é de 70 MPH, viajava numa média de umas 80 MPH. Mas importantíssimo: “go with the flow” (como eu já vi alguém dizendo). Nunca puxem a fila nem fiquem na rabeira. Se tiver alguém na sua frente um pouco mais rápido e todos estiverem na mesma, dá para ir. Se não, eu não arriscaria.
A ida para Miami pela Turnpike é sossegada, um tapete, mas dá um sono....Saindo de Orlando, depois de 20 minutos, só mato. Mas não é aquele mato bonito, de paisagem, como em algumas estradas do Brasil. É árvore, lago, árvore, lago, placa, árvore, service plaza, árvore, lago, placa, árvore, árvore, service plaza...A I-95 é mais agitada, mas é mais longe. Parei no Service Plaza (posto de gasolina, banheiros, restaurantes) de Ft. Pierce na ida e na volta, bem no meio do caminho, para um Red Bull e um muffin do Dunkin Donuts. Quando estive na Australia vi umas placas nas estradas: STOP, REVIVE, SURVIVE! Tinham que colocar elas na Turnpike! Eu já não sabia se estava dirigindo e sonhando ou sonhando que estava dirigindo. Minha namorada então, dormiu melhor no carro do que no Ramada!
O pedágio no total deve ter sido uns $ 16,00. Me lembro que aquele mais caro, onde se pega o cartão no começo e devolve no destino final, saiu, se não me engano, $ 13,70. Para rodar 220 milhas eu acho justo. Aqui em SP para ir e voltar do litoral (uns 190 km ida e volta) se gasta R$ 25,00....
Quanto à gasolina, é aquele valor que disse antes. Ela é muito barata. Rodei mais de 1200 milhas e acho que gastamos uns $ 80,00 no total. Com $ 22,00 enchia o tanque do Toyota (mas era um motor 1.6, de uns 45 litros... acredito que para uma SUV deva gastar uns 30, 35 dólares). Fazendo uma conta burra: Um galão tem 3,8 litros. O Galão custa $ 2,50, então o litro é $ 0,65. Ou seja, uns R$ 1,20 o litro?????!! Barato não?

 


 
RELATO - continuação 1

 mensagem postada em 22/09/2009 - 14:09:26hs
 
 

VOO DE IDA / DESEMBARQUE / IMIGRAÇÃO: Este sim é um capítulo especial! A viagem muito tranquila. Saímos de São Paulo de manhã (10:40), para chegar em Orlando a noite (por volta das 22:00). Comida de avião (sem muitos comentários...chicken or meat??), telas individuais (filmes, jogos, seriados e etc), comissários de bordo americanos e brasileiros, nem muito simpáticos, nem grossos (burocráticos…).
Chegamos em Miami lá pelas 6:00 pm, horário local. Foi aí que comecei a me lembrar da moça do check-in da AA. Logo na saída do avião, os oficiais da imigração estavam fazendo um pré-controle de quem chegava. 3 oficiais olhando o passaporte de todo mundo e fazendo perguntas. Minha namorada entregou o passaporte, o oficial, um latino bem do mal-encarado olhou, procurou o visto e mandou ela passar. Pediu o meu, abriu e perguntou em espanhol onde eu havia nascido. Eu disse que no Brasil e que tinha dupla nacionalidade. Daí perguntou se eu já tinha ido para os EUA e quando. Respondi que sim, que a última vez em 96. Daí ele me deu uma encarada fenomenal, folheou meu passaporte e achou o que ele queria: viu meu visto de entrada na Indonésia e na África do Sul. Colocou meu passaporte no bolso e disse: “wait for me there...”. Aí já pensei: “p.hodeu (desculpem-me, mas pensei isso mesmo), lá vou eu para a salinha para uma cavity search!”. Minha namorada com uma cara de deseperada e eu disse para ela relaxar que ia dar tudo certo. Esperamos todo mundo sair do avião, mais uns 10 minutos ali em pé, todo mundo passando e olhando para nós, que aguardávamos eles checarem todos os passaportes. Só sobrou eu, minha namorada (por tabela, pois ela estava liberada) e um outro brasileiro que disse para o chicanito que estava lá a trabalho. Ele saiu andando e disse um “follow me!”, meio que imperativo para nós dois e foi conversando com o cara na minha frente. Dispensou ele na metade do caminho para seguir em frente. Enquanto isso, os outros dois oficiais da imigração que tb estavam na saída do avião foram andando e zoando o oficial que encanou comigo dizendo “follow the chief, yes boss, yes sir...”. Pensei, “porra, tinha que pegar justo o cara que quer mostrar serviço, até os outros estão tirando uma com ele...”. Chegamos na porta da salinha e o meu coração na boca. Ele me mandou esperar lá fora e foi fazer umas checagens no meu passaporte (deve ter ido ver se eu não era um traficante de drogas internacional, ítalo-brasileiro, procurado pela Interpol, com esquemas na Ásia e no continente africano). Voltou com ele na mão depois de uns 15 minutos, me entregou e disse: “Obrigado”, em português mesmo...Senti um alívio, agradeci também (não sei pq, queria mesmo é xingar o cara) peguei o passaporte e me mandei. Mas ainda não havia acabado. Isso foi só um pré-controle. Depois de ficar lá por último, esperamos ainda uns 40 minutos na fila da imigração americana. Nossa vez e mais um “latino, americano” com cara de soldado da Gestapo. Passamos juntos, primeiro minha namorada. Ele fez umas perguntas básicas, do tipo, para onde íamos,quantos dias, onde ficaríamos e etc. Ela colocou as digitais na máquina, teve o passaporte carimbado e foi a minha vez de ser sabatinado. Ele começou a olhar o passaporte e começou a perguntar em espanhol: “onde vc nasceu?” Respondi em inglês, pq meu portunhol é péssimo, daí ele começou a perguntar em inglês: “Onde está seu passaporte brasileiro?, me mostra... pq não viaja com ele?” Entreguei para ele e disse que não estava usando ele pq eu havia sido informado no Consulado Americano em São Paulo que com o passaporte italiano não precisaria de visto. Ele continuou olhando o passaporte e perguntou se eu já tinha ido para os EUA e se eu já tinha tido o visto negado alguma vez. Eu disse que já tinha ido antes, a última em 96, com o passaporte brasileiro, com visto americano. Daí ele quis saber o que tinha acontecido com aquele visto, se tinha sido cancelado. Eu disse que não, que havia expirado em 98 e que depois que eu tirei o passaporte italiano, em 2005, só usava ele para viajar. Ele perguntou de novo se alguma vez já tinha tido o visto negado e perguntou as mesmas coisas básicas que havia perguntado para minha namorada: onde ficaríamos, quantos dias, o que eu era dela (eu disse que era noivo e ela ficou toda animada...disse que o guarda americano foi testemunha de que pedi ela em casamento) e etc...Mas graças a Deus o susto acabou. Carimbou meu passaporte, coloquei as digitais e um abraço! Mas bem que a mulher da AA tinha avisado. Da próxima vou pedir para ela os números da Mega-Sena....
Daí sim fiquei aliviado, pois enquanto eu estava ali, fiquei pensando que o outro cara que me deu canseira já havia comunicado a imigração ali na frente que o sobrinho bisneto do Al Capone, que era noivo da filha do Ahmadinejad (ela é descendente de árabes) e que vendia drogas em Bali e na Cidade do Cabo estava “on the way!” para um “quick chat”....
Continuando, pegamos as malas na esteira (aquele esquema que muitos já relataram aqui), nos dirigimos à alfândega, daí sim, como colocamos no formulário que não trazíamos nada de alimentos, armas, etc, o cara que fazia a triagem de quem ia ou não para o revista de malas foi o único que foi com a minha cara e disse: “welcome, have a nice vacation”. Pronto, nossa entrada na “America” estava completa. Deixamos as malas logo na sequência com uns funcionários da AA e fomos para o portão de embarque, depois de mais um controle de segurança, agora sim muito mais sério dos americanos (inclusive se tira os sapatos) onde levei uma bronca do cara pois coloquei o laptop em uma cestinha junto com o GPS e a máquina (acho que no raio-x eles só viam o laptop e parecia que eu queria esconder algo deles....coisa de americano). Nosso voo para Orlando estava no horário, mas depois que embarcamos, ficamos esperando uma excursão de venezuelanas, cujo voo para Miami tinha atrasado, por mais de 1 hora. E aquele voo para Orlando seria o último da noite.
Partimos e 40 minutos mais tarde chegamos em Orlando sãos e salvos (eu já nem tão são, pois minha cabeça ainda estava querendo entender “por que el chicanitos de la aduana no gustaram de nosotros” e pensando se toda vez que eu fosse para os EUA ia ter que passar por aquilo....)

ALUGUEL DE CARRO: Alugamos um compacto pela Álamo. Fiz a reserva pela internet por um concorrente do Ronaldo. Mas depois vi que o preço era o mesmo: 2 semanas com seguro CDW e EP por $ 378,00. No balcão da empresa a atendente não quis me empurrar mais nada, só perguntou se eu queria pré-pagar a gasolina ou se eu devolveria com o tanque cheio. Optei por devolver com o tanque cheio. Atravessamos a rua, fomos para a garagem da Álamo e saímos com um Toyota Yaris, que acomodou bem nossas 2 malas grandes. Vi que realmente devolver com o tanque cheio era a melhor opção, pois a Álamo cobra 2,68, se não me engano, por galão. Em Orlando, paguei 2,46 pelo galão num posto verdinho, acho que um Hess. A média, pelo que percebi, era de $ 2,50. Não é tão absurda a diferença. O que não pode fazer é dizer que vai devolver com o tanque cheio e devolver com meio tanque ou ¾, pq daí eles cobram quase $ 4,00 o galão para completar.

HOTÉIS: Ficamos no Ramada Inn Lakefront na International Drive. Hotel bem razoável pelo preço que pagamos ($ 40,00 o casal) e por ser um 3 estrelas. Fiz as reservas e o pagamento por um desses sites americanos de hotéis (não sei se posso divulgar aqui), que era o mais barato de todos.
Tem internet wireless, que é meio devagar mas quebra bem o galho. Na recepção tem um computador, mas nem usei. Recebem pacotes e cobram $ 5,00 cada. Tem cofre no quarto que se paga uma taxa extra de $ 2,00 por dia. Se não for utilizar é só avisar na recepção que eles não cobram. Localização muito boa na ID, perto de vários restaurantes e daquelas lojas de bugigangas e lembranças da Florida de indianos, chineses, paquistaneses, libaneses e etc. Realmente, para alguns o local não parece muito seguro pois não há controle de quem entra ou sai do estacionamento (como no Quality Inn Plaza, por exemplo) e dos elevadores que dão acesso aos quartos. Além de estar em um dos pedaços masi movimentados da ID. Mas não me senti inseguro. O Lobby com a recepção e o breakfast room são separados dos elevadores dão acesso aos quartos (elevadores realmente não são novos, mas no período que estive lá nenhum quebrou). Ficamos no quarto andar, com uma bela vista do Sandy Lake. Como dica, eu não ficaria nos quartos no térreo, pois estes realmente devem ser barulhentos e talvez transmitam mais insegurança. Toda hora tem gente passando na sua porta, com carros na sua porta no estacionamento que é logo em frente, além da sua janela não ter muita privacidade por ser de cara para a piscina.
Como eu já havia visto muita gente comentando aqui, o café da manhã é cortesia e não compromete. Tem cereais como froot loops, sucrilhos e corn flakes, café, leite (puro, integral e desnatado), torradas (pão de forma, integral e branco), bagels (2 tipos, uma doce e uma salgada), cream cheese, manteiga, margarina, geléia, frutas (maçã e banana), suco de laranja, cranberry (seja lá o que for isso) e maçã. No final de semana tem waffle que vc mesmo faz na máquina, pois eles deixam os copinhos com a mistura da massa pronta. É verdade que o café da manhã é cheio, mas como acordávamos cedo, pegamos lugar todos os dias (vai das 6:30 às 8:30). Até umas 7:15 senta-se tranquilamente e não falta nada. Nós só comprávamos um achocolatado para tomar no quarto e complementar o café.
Quanto a limpeza, podem ir tranqüilos. As toalhas foram trocadas todos os dias, bem como o quarto era aspirado (fiz uns testes jogando umas migalhas de pão propositadamente no chão) e o banheiro limpo. A roupa de cama, no período de 11 noites que estivemos lá, foi trocada 3 vezes. Deixava gorjeta para a camareira de $ 1,50, dia sim, dia não.
Em Miami ficamos no Best Western Atlantic Beach Resort, na Collins Ave, em Miami Beach , perto de South Beach. Diária um pouco mais salgada, $ 90,00 (esse é um preço bom para Miami Beach pela qualidade do hotel), pelo site que mencionei acima. Como só ficamos uma noite, queríamos um lugar decente. Isso sem café da manhã que lá custava 12 doletas por pessoa, o que achei uma afronta, por isso fomos no Publix comprar o nosso breakfast. O Hotel é bacana, tem uma pisicina legal, de frente para a praia, com toalhas de cortesia. Tem internet wireless bem rápida. O estacionamento não é no hotel, fica há algumas quadras de lá e custa $ 30,00. Não parei lá. Durante o dia parei numa travessa da Collins, do lado do hotel, onde tem parquímetro, que custa 1 dólar por hora. Um quarter dá direito a 15 minutos. Isso das 8:00 às 6:00. Depois é liberado e ele dorme de graça na rua (para isso que pagamos os seguros na locadora, certo???).
Na volta de Miami, dormimos uma noite no Quality Inn Plaza ( 9000 da ID) em Orlando. O lugar da ID é bem mais tranqüilo e bonito (depois da Sand Lake Rd), em frente ao shopping The Pointe, onde tem aquela casa de cabeça para baixo. O Hotel é grande, mais de mil quartos, vários blocos, acho que 3 piscinas. Os quartos foram todos reformados e estão novíssimos. Tudo novinho em folha. Colchões , travesseiros, roupa de cama e etc. Café da manhã é pago a parte no restaurante do hotel, $ 6,00 por pessoa. Quanto a limpeza não posso dizer muito. Só dormi uma noite lá. Quando chegamos o quarto estava limpo. Quanto a internet, sinceramente não me lembro. Depois que deixamos as coisas no quarto e estávamos indo jantar, vi que a porta do quarto não trancava. Verifiquem isso sempre! Liguei para a recepção e mandaram uma cara para ver o problema. 1 hora e meia mais tarde, depois de duas idas e vindas do cara da manutenção, ele trocou a fechadura e conseguimos sair e deixar a porta trancada. A diária saiu por $ 32,00, naquele site. Achei muito barato, pois a tarifa média que encontrava era de $ 40 a 50 nesse mesmo hotel.

 


 
RELATO

 mensagem postada em 22/09/2009 - 14:09:20hs
 
 

Bom galera, vou fazer o meu relato e dar algumas informações importantes que possam ser úteis a todos, levando em conta as minhas experiências nessa última viagem.

Não ia fazer o relato, mas resolvi sentar a -- palavra censurada -- na cadeira e escrever para tentar ajudar aqueles que estejam planejando viagem e também como forma de agradecimento a todos aqueles habituais leitores e colaboradores do VPO que há alguns meses atrás em muito me ajudaram com dicas e informações preciosas.

Embarquei com minha namorada rumo a Orlando no dia 23/08 e cheguei no Brasil no dia 06/09. Eu já havia ido para a Disney algumas vezes quando criança/adolescente com meus pais, sendo essa a primeira da minha namorada para lá. Posso dizer que depois de 13 anos (a última viagem havia sido com 14 anos), hoje com 27 anos (completados no Magic Kingdom), essa foi a minha melhor viagem para lá.

VISTO: como tenho passaporte italiano, não precisei de visto. Apenas preenchi o formulário eletrônico na internet no site https://esta.cbp.dhs.gov. É tudo muito simples (tem até versão em português para quem preferir). Basta estar enquadrado nos requisitos do Visa Waiver Program, que basicamente são ter uma passaporte de um país participante do programa (maioria da União Européia, mais Japão, Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Cingapura e etc.) e o mesmo ser de leitura ótica, emitido antes de 26/10/2005. Se for de leitura ótica emitido entre 26/10/2005 e 26/10/2006, deve possuir a fotografia digital ou o chip integrado ao passaporte. Os passaportes emitidos após 26/10/2006 devem possuir o chip obrigatoriamente. Muito importante se atentar a esse detalhe, pois os consulados italianos no Brasil por exemplo, demoraram um pouco para passarem a emitir o passaporte com chip. Mais informações no site http://www.embaixada-americana.org.br/index.php?action=materia&id=2179&submenu=107&itemmenu=86.
Minha namorada teve que pedir o visto aqui em São Paulo e não teve dificuldades. Apesar de ter levado um monte de papéis, não pediram para ver nada. Perguntaram qual a profissão dela, onde morava, com quem, a profissão dos pais dela, para onde ia e com quem. Quando ela disse que ia com o namorado, foi perguntada se eu já possuía visto. Ela disse que não, pois eu utilizaria o passaporte italiano e o funcionário do consulado apenas perguntou se eu já havia preenchido o formulário eletrônico, cuja resposta foi negativa. Mas foi só. Visto aprovado e tchau.

PASSAGEM AÉREA: Compramos a passagem pelo site da American Airlines, em maio (3 meses de antecedência) depois de pesquisar em diversos sites (os tradicionais de viagens que todos conhecemos da internet). Na minha opinião, hoje em dia com a internet, ficou muito mais fácil pesquisar companhias aéreas, simular datas, preços, destinos, sem a necessidade de um agente de viagem (não estou dizendo que são desnecessários nem desvalorizando o trabalho deles). Paguei R$ 1500,00 na passagem ida e volta São Paulo/Orlando, com conexão em Miami.

INGRESSOS: Compramos os ingressos dos parques pelos sites oficiais com cartão de crédito. Achei mais confiável, muito fácil e principalmente, mais barato. Os da Disney acabamos comprando o 5 day ticket (1 parque por dia) por $222,00 + taxa (e uma taxa de envio pelo correio – shipping, de $ 14,00) pois a diferença para o de 4 dias era de 3 dólares. Optei pela entrega em casa via FEDEX e os tickets chegaram em 3 dias. Inclusive dá para rastrear a entrega pelo site da FEDEX. Como já disseram aqui, é um cartão magnético, tipo cartão de crédito, que vai direto na catraca de entrada do parque para entrar, sem necessidade de passar por nenhum guichê. Da Universal, compramos no site oficial deles o 2 park unlimited admission (7 dias consecutivos de entrada livre), que estava o mesmo preço do 2 days-2 parks ($ 99,99 + taxa). Esse ticket nós retiramos no portão de entrada, no Will Call Kiosk, onde você leva o cartão de crédito utilizado para a compra, passa na máquina, ela te pede uns dados (se não me engano número de confirmação) e “cospe” seus ingressos que são usados diretamente na catraca (mesmo esquema da Disney, mas é um ingresso meio que de papelão, com um código de barras, que se usa para os dois parques).
Para Busch Gardens e Sea World comprei um ingresso válido para os dois parques (no site do BG, mas também pode ser pelo site da SW), cada um por $ 89,95 (mais taxa de +- 6 dólares). Para esses parques, optei por imprimir o e-ticket, que vem com um código de barras (que também é o mesmo para os dois parques), cuja leitura é feita diretamente na catraca, sem precisar passar por nenhum guichê ou pegar qualquer fila.

CHECK-IN / EMBARQUE / DECLARAÇÃO DE BENS NA RECEITA FEDERAL:
Chegamos no aeroporto com antecedência de 3 horas, em um domingo, com muito pouca gente no aeroporto e no check-in da AA. Perguntas de praxe sobre segurança (vc ou o bin laden que fez sua mala? está levando bomba de alguém? e etc... – essa foi só para descontrair, sei que esse procedimento é muito sério e importante e que não devemos fazer piada na hora dele) e despachamos as malas, que já foram etiquetadas para Orlando (vôo com conexão em Miami). Eu já havia reservado os assentos pela internet no site da AA, o que aconselho a todos que o façam, pois se eu não tivesse feito, viajaria separado da minha namorada e provavelmente na porta do banheiro! Bom, ainda na check-in, quando mostrei meu passaporte, a moça da AA pediu a confirmação da autorização do meu ESTA. Minha namorada brincou e disse: “pô, eu precisei tirar visto e ele só preencheu esse formulário online...”. Daí a profeta disse: “eu tenho passaporte português e preferi tirar o visto com o meu passaporte brasileiro para não ter encheção de saco na imigração americana...”. Eu pensei comigo mesmo: “essa mulher ta viajando né....quem prefere tirar um visto quando não há necessidade?!?!?!”. Mas não estava! Vou contar daqui a pouco minha experiência com os agentes de imigração americanos.
Seguimos em frente, passamos pelo controle de segurança (raio-x e detector de metais) e quando estávamos passando pelo controle de passaporte da Polícia Federal (que diga-se de passagem, terceirizou esse controle de passaportes e colocou alguns agentes supervisionando o trabalho dos funcionários nos balcões), o meninão aqui perguntou para a funcionária onde era o balcão da Receita para declarar os bens, daí qual não foi meu pânico quando a funcionária disse: “Já era! Tinha que ter feito isso lá fora!”. Isso após já ter passado raio-x, despedido da família e etc. Pedi para chamar um agente da PF, que muito solícito, gentilmente disse que não haveria qualquer problema, nos levou até lá fora e me mostrou onde era a RF. A sala onde fomos ficava descendo as escadas ao lado dos balcões de check-in da AA. Vale destacar isso, pois eu me lembrava (não sei se foi viagem minha ou se realmente mudou) que a declaração dos bens era feita após o controle de passaportes, mas não é...

Na Receita, foi tudo bem rápido. Só dois pequenos entraves, o já citado sobre a localização e um segundo: 2 mulheres estavam causando a fúria da funcionária da RF (que estava sozinha) com milhares de dúvidas de como se preencher o formulário no balcão de atendimento, com algumas pessoas esperando, sendo que a orientação é que se faça o preenchimento do lado de fora da sala, onde tem um balcãozinho com instruções muito fáceis e bem explicativas.
Nós estávamos levando laptop, máquina fotográfica, ipod e GPS. No final, só declaramos o laptop e o GPS. Segundo a servidora da RF, a máquina apenas precisaria ser declarada se fosse acima de 8 MP. Os Ipods (o meu de 30GB e da minha namorada, um nano de 4 GB), sem maiores explicações, disse que não precisaria.

Como estávamos com tempo foi tranquilo: refizemos o percurso, passamos de novo pela fila para chegar ao portão de embarque, mais uma vez no raio-x desfizemos a mochila para tirar os eletrônicos, minha namorada tirou o cinto de novo para passar no detector de metais e chegamos finalmente na funcionária que verificou nossos passaportes anteriormente, que estava com aquela cara de “ai que burros esses dois...”.
Ah, o álcool gel passou 2 vezes pelo controle de segurança em Guarulhos, dentro do saquinho ziplock que a AA nos deu no check-in, portanto, levem tranquilamente. Entramos no Duty Free para ter uma idéia geral dos preços (tudo muito caro em se comparando com Orlando, mas ainda, obviamente, mais barato do que no Brasil).

 


 
Alessandra

 mensagem postada em 21/09/2009 - 22:09:38hs
 
 

Oi Alessandra.
Estou imaginando voce fugindo da policia porque nao pagou o pedagio....seria muito engracado..rsrsrs.
A Vivian e a Cris escreveram um Artigo sobre como dirigir em Orlando, e la tem uma explicacao bem detalhada sobre os pedagios etc.
Veja na secao "Colunas" e voce vai dirigir tranquila por la.

 


 
Elaine Lauria

 mensagem postada em 21/09/2009 - 20:09:42hs
 
 

Boa escolha !
É quente , pode ir aos parques aquáticos ....mas não é tããão quente qto setembro ....
Pelo menos , tem sido esta a minha experiência ...

Quem sabe a gente não se encontra por lá ....o pessoal aqui , já começou a planejar .....
um abraço
Malu

 


 
Alessandra

 mensagem postada em 21/09/2009 - 13:09:05hs
 
 

Lá tem vários pedágios que custam U$ 0,50, só que neles não tem pessoas para receber o dinheiro, imagine você parar no pedágio e encontrar um "balde de ferro", onde você deve jogar as moedas e ai aparece um sinal verde para passar.

Eu até sabia que tinha um pedágio assim, mas não sabia que não haveria ninguém para receber, imagina essa cena as 11:00 da noite.

 


 
Sane

 mensagem postada em 21/09/2009 - 13:09:47hs
 
 

Sobre o Pop Century, ele é enorme é todo temático com os anos 50, 60, 70 e 90 fiquei próximo a duas estátuas da Dama e Vagabundo, tem temas de boliche, instrumentos musicais muito legal. Quando tomava o café da manhã no restaurante, os funcionários paravam em um determinado horário juntava pessoas e crianças com vários instrumentos e começava a tocar a musica Celebration e contagiava a todos mesmo as 6:00 da manhã, rsrsrsrsr.
Um diferencial de lá acho que é o ônibus que vão aos parques que é só para o Pop Century, fiquei sabendo que no All Star o onibus passa nos 3 e acaba sendo mais demorado. Utilizei o transporte de ônibus para os parque e é muito bom. Em todos os hoteis da Disney dá pra comprar uma caneca que é U$ 12,00 e você toma refrigente, suco, café a vontade durante toda a sua estadia.

 


 
Elaine

 mensagem postada em 21/09/2009 - 11:09:57hs
 
 

bom tenho entrado pouco aqui pois tenho trabalhado muito, além disso ainda estou na fase de depressão pós disney. sei que já faz alguns meses mas...
sobre o periodo fui em maio desse ano e simplesmente amei. tudo perfeito, o tempo foi magnifico, só pegamos chuva 1 unico dia e mesmo assim só de manhã.
calor tranquilo, a noite esfriava um pouco nada que um casaco bem fino resolvesse. alguns dias nem isso precisava!
parques cheios mas não lotados, com filas tranquilas usamos o fast pass em algumas atrações somente.
olha fomos em pleno feriado americano - spring mesmo assim voltaria em maio.
dessa vez não temos muitas opções, pois tenho 2 filhos sendo que minha filha está na faculdade então o periodo fica comprometido. estamos planejando ir em junho, setembro ou outubro p/ pegar o dining plan e ficar hospedados num hotel disney.

 


 
Spacebag

 mensagem postada em 20/09/2009 - 22:09:44hs
 
 

Fiquei impressionada com essa maravilha! Agora é capaz de tudo que vou comprar caber na mala, semprecisar "sentar" em cima dela!

Família Sabbag - vcs usaram lá? Como fizeram, pediram o aspirador de pó emprestado?
Obrigada!

Alessandra

 


 
Dani - dúvida sobre pedágio

 mensagem postada em 20/09/2009 - 22:09:36hs
 
 

Dani, pedágio? Moedas?? Socorro, o que é isso?
Já estou me imaginando em pânico com uma sirene atrás de mim!!
Será que vc poderia explicar melhor para a "inguinorante" aqui?

Obrigada!
Alessandra

 


 
 
A ilumininação do interior do pavilhão do México é propositalmente baixa para simular o anoitecer. Pois, segundo a cultura mexicana, é neste período do dia, que amigos e familiares se reunem na plaza para se divertirem.