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21/01 - Quarta

 mensagem postada em 16/02/2009 - 13:02:19hs
 
 

21/01 – Quarta

Ainda com o Let’s go Rangers na cabeça, acordamos novamente às 07h e saímos do hotel antes das 8h. Novamente um céu super azul mas um frio de doer. Pra variar um pouquinho, fomos a uma deli próxima ao hotel. Mas eles só tinham bacon, lingüiça, omelete e não dava pra comer isso logo pela manhã. Corremos pra onde? Claro, Starbucks! Detalhe: o Milford tem tipo uma cafeteria pequena próxima à recepção mas vende as mesmas coisas que a Starbucks só que mais caro. Do café direto para o metrô linha 2 em direção ao Píer 17 e a Brooklyn Bridge. Chegamos rapidinho à estação Fulton St-Broadway Nassau, onde descemos. Caminhadinha de uns 10 minutos até o Píer 17. Achei bem bacaninha o lugar com algumas lojinhas. Mas como ainda estava bem cedo, as lojas estavam fechadas. Vi o guichê da TKTS lá também, onde se compra ingressos para os espetáculos do dia para a Broadway. Também estava fechada. Dali tem-se uma boa visão da Brooklyn Bridge. Estava frio demais e um vento congelante que parecia que atravessava nossos casacos. Tiramos algumas fotos e caminhamos novamente em direção à estação Fulton St. Como ainda estava cedo, resolvi fazer um passeio antropológico. Pegamos o metrô J e paramos na estação Canal St para visitarmos ChinaTown. Que lugar feio é aquele. Consegue ser pior do que a 25 de Março. Chineses oferecendo bolsas, carteiras, relógios, perfumes....tudo de origem mais do que duvidosa. Várias pessoas ainda me alertaram: não gaste seu precioso tempo se aventurando em Chinatown. Dito e feito. Só não digo que foi perda de tempo pois ríamos da nossa própria desgraça. E pra não dizer que não comprei nada, compramos umas miniaturas da Estátua da Liberdade. 3 dólares cada uma mas negociei com o chinês e saiu 2 por $5. Saímos correndo de lá! Metrô linha N até a estação 34st – Herald Square. Ainda nessa estação fizemos uma baldeação e pegamos o trem linha V para pararmos na estação seguinte – 42St.Bryant Park. Resolvemos nos aventurar no rink de patinação do Bryant Park. $12 dólares o aluguel dos patins. Nesse momento demos boas gargalhadas. Minha esposa tem muita habilidade com patins. No início, ela patinava se segurando na muretinha mas minutos depois já deslizava legal. Minha experiência foi terrível. Mal conseguia ficar em pé. Se eu soltasse a muretinha era chão na certa. Não consegui dar nem meia volta no rink. O máximo que consegui fazer foi um ângulo de 45º e mesmo assim ainda estava na contramão e o fiscal me chamou atenção. Pra piorar, coladinho ao rink, tinha um pessoal trabalhando acho que retirando o excesso de neve com várias pás. Quando enconstei na muretinha, acho que bati com tanta força que as pás que estavam encostadas ali caíram todas no chão. Muito sem graça, pedi desculpas e saí de fininho. O pessoal ficou rindo da minha cara e provavelmente pensando: ...mais um brasileiro sem jeito. Realmente, patinar não é comigo. Saímos de lá por volta de 12h30 e caminhamos em direção à 34st e ao Empire State. Tiramos várias fotos no saguão e tiramos outras pelo caminho pois, embaixo do Empire St não dá pra ter a noção de como o prédio é alto. Em seguida, caminhando pela 34st, paramos em várias lojas: Foot Locker (queria um tênis mas não encontrei nenhum modelo bacana), Macy’s – que é gigante. Fomos na GAP e na Forever 21. Nessa loja, minha esposa fez a festa. Comprou várias blusas e um sobretudo muito bacana. E o mais legal é que nessa loja, se as compras ultrapassarem $100 doláres, eles isentam o imposto. Dito e feito! A compra deu $125 e nadinha de imposto. Saímos e fomos à Jack’s World – a famosa loja de 99 cents. Lembra muito as nossas lojas de 1,99 só que bem melhor. Pensei que ia encontrar algumas lembrancinhas lá mas não encontrei nada. Já passava das 3 da tarde e resolvermos subir a Avenida das Américas em direção à 42st. Vimos aqueles termômetros de rua e estava 22ºF ou seja, quase 5ºC negativos. Chegando a 42st., lembramos que tínhamos estômago e fomos almoçar no Dallas BBQ. Muito legal o restaurante e bem grande. Lembra um pouco o Outback. Pedimos um combinado de bife, frango e ribs com molho barbecue acompanhado do famoso arroz amarelo dos americanos e batata assada. Veio até um pedaço de bolo (???) Veio também dois copos d’água como cortesia. Talvez por saberem que a comida é bem apimentada....rsrsrs! Pedi uma Coca-cola média e veio numa taça gigante aquelas tipo sundae. Enorme...tivemos que dividir. Fiquei imaginado o tamanho da grande. A conta deu 25 dólares incluída taxa e gorjeta. Saindo dali, iríamos ao Museu Madame Tussead, que fica em frente mas lembrei que tinha de pegar os ingressos do Lion King no Minskoff Theater, que fica na 45st. Poderia ter pego na hora do show mas fiquei meio encucado se dava ou não, então, por via das dúvidas, resolvi ir até lá. Afinal, eram apenas 3 quarteirões. Chegamos lá retiramos os ingressos que já tinha comprado pela internet ($71 dólares cada já com todas as taxas) e voltamos à 42st para irmos ao Madame Tussead. Ingressos a $37,50 mas eu tinha um cupom do tipo: Buy 1, get 1 free! Ou seja, pagamos apenas um ingresso. Muito legal o museu...chega a impressionar o realismo de algumas personalidades. A logística para tirar as fotos ficou um pouco comprometida pois estávamos com várias sacolas, mochilas, segurando os casacos pois lá dentro é bem quente, enfim....a cada flash era um parto. Lá dentro tem uma hora que o caminho se divide em dois e tem um funcionário na porta. Um caminho é com susto e o outro sem. Minha esposa ficou morrendo de medo de ir no com susto. Eu queria muito ter ido. Mas, como bom cavalheiro, fomos no sem susto mesmo. Perguntei ao funcionário o que tinha lá e ele não quis me falar pois estragaria a brincadeira. Eu disse que não iria por aquele caminho mas ele não quis me dizer assim mesmo. Se alguém souber, por favor, me conte! No final, tem um filminho 3D bem meia boca. Os de Orlando dão um banho. Já passava das 6h30pm quando saímos de lá. Parei numa lojinha para comprar as últimas lembranças, comprei um moleton de New York muito bacana - $20 e seguimos para o Milford para guardar toda muamba, tomarmos um banho e nos prepararmos para o espetáculo na Broadway. Saímos do hotel às 7h20pm e fomos para o Minskoff Theater que fica no mesmo quarteirão do Milford – 3 minutos de caminhada. Entramos, tiramos várias fotos na entrada e dentro do teatro. O teatro tem uma excelente logística. É bastante confortável e não muito grande. Com isso, mesmo que vc compre os ingressos nas últimas fileiras, você consegue ter uma boa visão do espetáculo. Sugiro comprar nas fileiras do meio pois senão, você verá o espetáculo meio que de lado. Novamente não pode filmar nem fotografar. E aqui tem uns lanterninhas que ficam a todo instante verificando quem está filmando. Sobre o espetáculo, realmente é fantástico. Valeu muiiiiito a pena....sugiro apenas ver o filme antes. Aliás, creio que isso valha para outras peças também – Fantasma da Ópera, Mary Poppins....o musical é bastante visual e creio que o inglês não seja fundamental. Minha esposa compreendia tudo o que estava acontecendo porque já viu o filme diversas vezes. O musical tem um intervalo de 20 minutos para as pessoas irem ao banheiro, tomarem um refrigerante ou comer alguma coisa. O refri custa $5 doláres e vem num copo personalizado do Rei Leão. Bacaninha...trouxe de lembrança! Voltamos para o show que durou mais uns 30 minutos até o encerramento com o grand finale. Muito legal...indescrível! Nada como uma produção da Broadway! Saímos de lá eufóricos e com a sensação de dever cumprido. Fechamos nossa passagem em NY com chave de ouro. Voltamos para o hotel, arrumamos as malas pois iríamos acordar às 5 da manhã pois, nosso vôo para Orlando era às 9h. Fui dormir com a dúvida se iria para o Aeroporto de La Guardia de metrô, de ônibus ou até mesmo de táxi.

22/01 - Quinta-feira

Acordamos às 5 em ponto, uma boa ducha para despertar, check-out e saímos por volta das 6h em direção à Port Authority. Decidi pelo ônibus. Chegando lá, ficamos um pouco perdidos onde teríamos de pegar o ônibus. Não tinha placa nenhuma tão pouco algum funcionário. Quando um rapaz, aparentando uns 30 anos, se aproximou e perguntou para onde queríamos ir. Eu disse e ele falou para segui-lo. Fiquei imaginando que seria aqueles motoristas de táxi que fazia uma corrida mais barata ou algo do tipo. Ele nos levou para fora do terminal e comecei a ficar desconfiado. Minha esposa me olhou com cara de pavor e falei para ela se acalmar. O rapaz disse que o ônibus azul com destino ao aeroporto passaria em instantes. Falou também que ainda não tinha comido nada, que estava com fome e me pediu 2 doláres pela informação. Disse que infelizmente não tinha e até brinquei dizendo que também não tinha comido nada. Ele então me pediu $1 e continuei dizendo que não tinha. Ele então saiu e eu pedi desculpas. Minha esposa mais branca do que vela me olhava sem ter entendido nada. Eu expliquei tudo e ela ainda continuava temerosa. Ainda estávamos na dúvida se o ônibus passaria ali ou não. Decidi aguardar 10 minutos. Se ele não passasse, iria de táxi. Dois minutos depois surge o ônibus com o letreiro – Airport. Perguntei ao motorista se o ônibus iria para o LaGuardia e ele disse que sim. Poderia ter dado $1 para o carinha que me mostrou onde era o ponto mas pensei que se tirasse a carteira para pegar o dólar ele poderia dar um bote e sair correndo....sei lá. Achei melhor não dar....Já dentro do ônibus e, ainda um pouco desconfiados, fui reparando em quais ruas ele passava e acompanhado no mapa em mãos. Percebi que ele estava indo para Penn Station. Chegando lá, informou que quem iria para o LaGuardia teria de pegar o ônibus que estava estacionado em frente pois o que estávamos iria para o JFK. Ali, na rua mesmo, tem um guichêzinho onde vc paga $12 por pessoa. O motorista do ônibus da frente me perguntou para qual aeroporto iríamos. Respondi que era o LaGuardia e ele confirmou que era aquele ônibus mesmo. Nessa hora, várias pessoas entraram no ônibus também e relaxamos um pouco. Chegamos no aeroporto uns 20 minutos depois, por volta das 06h50. Check-in tranqüilo na American, tomamos café da manhã numa lanchonete qualquer e ficamos conversando sobre tudo o que vimos nessa belíssima cidade. Cada lugar que passamos, cada situação engraçada, os momentos emocionantes e que sempre sonhamos: a neve, a estátua da liberdade, espetáculo na Broadway, o jogo de hockey, enfim tudo foi maravilhoso....até o mico que paguei na patinação. Vimos tanta coisa que se a viagem se encerrasse ali já estava ótimo. E que realmente Nova York é tudo aquilo que imaginávamos. Prometemos que em breve, voltaremos a Big Apple. O vôo para Orlando partiu às 9 em ponto e sabíamos que a emoção e a magia estavam apenas começando.

Espero que tenham gostado.....desculpe por me estender demais...é que vou digitando, digitando e quando vejo o relato ficou enorme.

Abraços a todos e no que puder passar de informação, é só me mandar e-mail

 


 
 
Quando anoitece é possível observar no segundo andar da Mansão Mal-Assombrada na janela acima da porta de entrada a figura de um fantasma passando entre os cômodos.