Voltei - Relato da minha viagem!

 
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2º. DIA – 06/04/2007 – A CHEGADA e SEA WORLD.

 mensagem postada em 19/04/2007 - 23:04:35hs
 
 

O vôo foi tranquilo, salvo uma turbulência já na chegada a Miami, após o café-da-manhã. Assim que o avião toca o solo, a Camila passa mal e vomita. Tudo bem, sem stress. Chegamos no horário (05:30h de Miami). As crianças ainda não acreditando que estávamos lá, entramos pelo finger e fomos indo para a imigração, eles olhando tudo atentamente, com aquela curiosidade infantil. Eu já havia estado nos Estados Unidos, a trabalho, com tudo pago pela empresa, e lá mesmo eu havia sonhado com o dia em que eu poderia levar a minha família. Senão toda ela (pais, irmãos, sobrinhos, esposa e filhos), pelo menos parte dela. As vezes esse tipo de sonho é um sonho que sonha só. Mas como dizia o Poeta: sonho que se sonha junto, é realidade! E lá estávamos nós.

Filas pequenas na imigração, fomos atendidos por uma policial feminina no balcão de US Residents já que praticamente não havia cidadãos americanos por ali. Super tranquilo, ela apenas perguntou para onde estávamos indo e o quanto eu trazia em dinheiro. Mostrei o voucher do Hotel e disse que estava com mil dólares em travelers. Ela perguntou para as crianças as idades deles e eu traduzindo. Digitais colhidas, passaportes carimbados e admissão até Outubro (já deu aquela vontade de ficar por lá e não voltar... hehe).

Pronto, lá estávamos nós em solo americano, rumando para a conexão a Orlando... Sinais de progresso do primeiro mundo já aparecendo. Eu havia estado em Miami em Setembro de 2006 e lá está o aeroporto passando por reformas para crescer. O que já é grande, vai ficar ainda maior! Pegamos as malas e saímos em direção à conexão com facilidade e relativa rapidez.

Despachamos as malas para Orlando e como o vôo só saia as 07:45h fomos dar umas voltas pelo aeroporto de Miami. Começou o consumo: Starbucks... humm, como é bom aquilo né. Para meus filhos experimentarem um Muffin de verdade já pedi um e mais um hot chocolate. O Felipe disse que nunca mais iria comer os muffins do Brasil... haha. Andamos um pouco pelo aeroporto e tive que voltar na Starbucks para comprar mais um muffin.

Embarcamos para Orlando exatamente no horário e uma horinha depois lá estávamos nós chegando à terra da magia. Detalhe: desta vez os quatro dormiram no avião praticamente durante o vôo todo. Nem vimos se eles serviram alguma coisa. Acordamos com o avião quase tocando o solo. Pega o trenzinho para ir retirar as bagagens, as crianças achando tudo o máximo. Imagina, andar de trem dentro do aeroporto? Aqui no Brasil nem passa perto. E isso que eles não viram Dalas, Nova Iorque...

Balcão da Álamo, aquela conversa de upgrade (que eu mesmo inicei para parecer mais simpático e na sequência declinei). Como eu tinha o voucher da agência aqui do Brasil, a atendente só pediu a carteira de habilitação e um cartão de crédito como garantia (não sei do que!). Indicou onde estavam os carros e fomos lá escolher. Depois de as crianças ficarem pulando de carro em carro para escolher o mais novinho, pegamos um Pontiac Grand Prix com pouco mais de 5.000 milhas rodadas. Saímos do aeroporto e eu já vi a placa para a I-Drive e pensei: “Ok. Estamos em casa”.

Paradinha no caminho, quase 11h da manhã (já meio-dia no Brasil), praticamente hora da fome. Burger King! Imperdível, lógico. Começaram a se maravilhar com a comida. Segundo o Felipe, a melhor batata-frita que ele já havia comido na vida. E aquelas Onion Rings? Não chegam nem perto das que têm no BK de Campinas. Valor da conta: US$ 15.53. E os quatro comeram bem!

Estrada de novo e outra parada estratégica, o Target. Gastamos US$ 57 com comprinhas básica de água, leite, coca-cola, cereais, salgadinhos Elma Chips, balas, etc. Essencial fazer uma compra dessas logo na chegada. Você pega alguns ítens que vão direto pro frigobar do Hotel e você economiza uma bela grana.

Como o check-in no hotel era a partir das 15h, nada mal fazermos mais uma parada: Flórida Mall. Entramos pela Macy’s mas depois saímos para entrar pela loja dos M&Ms... muito legal aquela loja. E lá se vão 5 doletas pra comprar os M&Ms naqueles tubos coloridos – lindo! E em qualquer supermercado você compra o dobro de M&Ms pelo mesmo valor, mas não sai com a sacolinha deles.
Andando um pouquinho pelos corredores do mall, a Silene dá de cara com o que? Victoria’s Secret. Pronto. Ficou radiante. Felipe olhou pra mim e disse, agora já era. E lá ficaram US$ 76 em creminhos para ela, cunhada, amiga, sogra... a lista né!

De volta para a estrada, 13h, resolvemos ir para o hotel tentar a sorte. Tranquilo, pedi early check-in e lá estávamos nós, no Quality Inn Plaza, bloco C, apto. 2406. Mas não sem antes iniciar uma barganha na recepção. Antes de sair daqui comprei algumas coisinhas pela internet (rádios walk-talk, memória de 1GB para o micro de casa e roteador wireless para uma amiga) que mandei entregar no hotel. Meu irmão mais novo fez o mesmo. Aconteceu que o hotel queria cobrar US$ 10 por cada caixa recebida (seis ao todo). Imagina se eu iria pagar. Em menos de 5 minutos resolvi a situação e não me cobraram nada. Ah, tinha também o envelope com os tickets que eu havia comprado através de um site que tem convênio com a empresa em que trabalho e lá estava ele nos aguardando.

No quarto, desfizemos as malas rapidamente, preparamos uma mochila, coloquei os radinhos para carregar as baterias e saímos em direção ao Sea World.

Praticamente ao lado do hotel, chegamos rapidinho no Sea World e fomos direto para uma atração qualquer. Nossa expectativa era assistir ao Believe – o show das orcas. Brincamos em algumas atrações, dentre elas o simulador do Ártico. Ficamos impressionado com a sensação de realismo provocada quando se sai do simulador. Parece que você está no Ártico (se bem que nunca estivemos lá né), mas o teto, o ar-condicionado hiper frio, tudo em volta dá uma sensação única.Tiramos fotos dos animais marinhos e a Silene parecia criança fotografando o peixei-boi ou sei lá o que era aquilo. Eu fui sozinho na montanha-russa Kraken. Adorei! A Silene e as crianças não quiseram ir... Fomos na Journey to Atlantis e nos molhamos inteirinhos. -- palavra censurada -- frio!!! Voltamos pro estacionamento pra trocar de roupas e aí já percebemos que mochila era mesmo fundamental. De volta no parque, outras atrações mais tranquilas, deixamos para ir na última sessão do Believe, o show das “orcas assassinas”.

Eu não sei descrever muito bem o que senti quando comecei a assistir ao show da Shamu. Na minha cabeça começou a passar um turbilhão de coisas e emoções, intimamente ligadas ao texto da atração. CHOREI!!!
As crianças queriam que eu traduzisse o que era dito, mas não dava. A emoção era grande. Pedi só que eles assistissem, atentos.

Nessa hora eu só lembrava dos sonhos e do quanto é importante acreditar neles. Lembrei da minha infância simples, dos meus pais que tanto sacrifício fizeram para dar estudo pra nós (e estudo público, já que o estudo particular era algo muito distante da nossa realidade), dos meus estudos de inglês que custeei, lembrei da Silene que, desde quando casamos, falava que seu sonho era viajar para fora, especialmente para a Disney.

Venho de família bastante humilde. Nessa hora a ficha cai!!! E a gente tem a exata dimensão do que é vencer! Do que é ACREDITAR. BELIEVE!! Eu estava alí, nos Estados Unidos, em Orlando, na Terra da Magia e dos Sonhos, realizando alguns.

Preciso aqui dizer uma grande verdade. Nunca sonhei especificamente com a “Disney”. Tenho vontade de conhecer a Europa e outros lugares, mas a “Disney” nunca foi, pra mim, uma prioridade. Há algum tempo passei a sonhar o sonho da Silene e das crianças. A sonhar junto.

Pronto, o sonho estava realizado. Saímos do show e eu era só alegria. Ainda paramos para assistir ao Mistify, o show de luzes, música, água e fogos do Sea World. Simplesmente lindo.

Fomos para o hotel. Exaustos. Mas com uma sensação de alegria, de família, de festa, indescritível! Desmaiamos.

 


 
 
Cinderella Castle foi inaugurado concomitantemente com o Magic Kingdom em 01 de outubro de 1971, após 18 (dezoito) meses despendidos para sua construção, foi concebido para resistir até mesmo a furacões, graças a sua estrutura interna de aço, fundação de concreto e parte externa em fibra de vidro.