Alfândega - Cota de Isenção

 
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Bens de uso pessoal - Instrução Normativa RFB nº 1.059, de 2 de agosto de 2010 - link - art. 2º., §1º., "Os bens de caráter manifestamente pessoal a que se refere o inciso VII do caput abrangem, entre outros, uma máquina fotográfica, um relógio de pulso e um telefone celular usados que o viajante porte consigo, desde que em compatibilidade com as circunstâncias da viagem."
Além dos produtos enquadrados como de uso pessoal que observa o limite de quantidade, também é concedida a cota de isenção para outros até US$ 500,00.
Naquilo que o valor dos produtos que trouxer da sua viagem exceder a cota incide o imposto no percentual de 50% devendo o viajante preencher a DBA ("Declaração de Bagagem Acompanhada") e entregar na afândega na fila para aqueles que tem "Bens a Declarar".
Aqueles que cientes que os produtos que estão trazendo ultrapassam a cota de isenção e ainda assim optarem por não declará-los (fila "Nada a Declarar") estão sujeitos a multa (50% do valor dos bens que exceder a cota de isenção).
Informações relacionadas:
- Portaria COANA nº. 7.
- Resolução ANAC nº. 255.

leia essas informações
 
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Res: Câmera usada e nova

 mensagem postada em 05/01/2014 - 11:01:25hs
 
 

Marcela,
a instrução normativa da Receita isenta da cota APENAS UMA camera, fora da caixa, UM Celular em uso e UM relogio !!!
Se ja levou uma camera, uma das duas poderá sofrer taxação do Imposto de Importação caso vc seja parada na alfândega...
SDS,
Roberval.


Olá galera!!!
Comprei uma câmera na última vez q estive aqui em Orlando.
Já faz mais de 1 ano. Agora gostaria de adquirir uma nova. Como que funciona aquela regra da RF que posso levar um celular, uma câmera fora da cota dos 500 dólares? Como trouxe a minha usada posso comprar uma nova sem entrar na cota? Essa usada não vai me atrapalhar? Obrigada, Marcela! (mensagem de Marcela Almeida Bastos)

 


 
Câmera usada e nova

 mensagem postada em 05/01/2014 - 10:01:25hs
 
 

Olá galera!!!

Comprei uma câmera na última vez q estive aqui em Orlando.
Já faz mais de 1 ano. Agora gostaria de adquirir uma nova. Como que funciona aquela regra da RF que posso levar um celular, uma câmera fora da cota dos 500 dólares? Como trouxe a minha usada posso comprar uma nova sem entrar na cota? Essa usada não vai me atrapalhar?

Obrigada, Marcela!

 


 
Criança tem cota separada?

 mensagem postada em 30/12/2013 - 09:12:32hs
 
 

Olá a todos

a tempos leio bastante o VPO, embora não estivesse cadastrado.
uma dúvida que tenho: vou pra MCO com esposa e filhos (14 e 11 anos) em janeiro, cada um tem sua cota sepadado? U$ 500 para cada um?
podemos colocar tudo em uma mala e falar que são quatro viajantes?

 


 
iPad

 mensagem postada em 30/12/2013 - 08:12:11hs
 
 

Na minha última viagem declarei meu iPad e na receita me deram uns papéis com o valor da taxa que paguei e o rapaz me informou que o aparelho foi "nacionalizado" e que sempre que eu viajasse para fora do país poderia levá-lo que não teria problemas. Só que já revirei tudo e não consigo encontrar esses papéis. Será que essas informações ficam armazenadas pelo número de série do iPad?. Viajarei novamente agora em Janeiro e queria muito levar meu iPad.

Agradeço a quem puder me ajudar.

 


 
Res: Ação contra a União

 mensagem postada em 18/12/2013 - 12:12:05hs
 
 

é isso mesmo Camila temos que correr atras mesmo...claro que no seu caso a grande vantagem é que voce mesmo fez tudo como advogada, muitas vezes para quem não tem esta "facilidade" acaba saindo mais caro até do que o valor que foi cobrado!
Mas acho que temos que fazer sim....muitos pagam pela irresponsabilidade de outros!!
Ontem mesmo conversando em uma reunião de final de ano um rapaz que foi com a namorada e um amigo para lá veio com 10..isso mesmo 10 iphones 4 Mac e 4 Ipads!!Cada um com o "seu" e o resto para vender!!Ele colocou os iphones na meia e na cintura e nem no raio x ele sequer passou!!!!Ele disse que vieram com 6 malas grandes e cada um com 2 mochilas e malas pequenas de bordo.. muita coisa para quem ficou apenas 5 dias..foi pra comprar e ganhar $$..
Ele tirando onda... tivemos uma discussão por conta disto!!Me deu uma raiva ...ridiculo...a gente que vai com a intuito de passear e aproveitar q esta lá e tudo vale a pena comprar, compramos presentes e tal e acabamos taxados!!!!
Vai saber realmente qual é a logica para ser escolhido!!enfim...

 


 
Ação contra a União

 mensagem postada em 18/12/2013 - 09:12:16hs
 
 

Olá Gente, sou do Rio de Janeiro e em novembro de 2011 fui para Orlando com meu noivo. Passamos 16 dias lá e compramos o necessário. Trouxemos 2 malas grandes e 1 mala de mão cada, totalizando 4 malas grandes e duas pequenas.
Viemos de United direto para o Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro (feriado) desembarcamos no Galeão as 10:00 horas, e mesmo tempo chegava mais um vôo da American Airlines vindo de Nova York.
Na alfandega eles mandavam todo mundo passar pelo Raio-X. Devido ao grande numero de pessoas e ao pequeno numero de fiscais e esteiras demorou Muitoooo!
Resultado, só conseguimos passar as 16:00 horas, sem brincadeira, um absurdo!
Enfim, quando chegou a nossa vez eu avisei que estavamos com eletronicos levados do Brasil comprovadamente (GPS, computador, ipad, celular,…). Ele ficou cheio de piadas, falando que não existia isso e nos mandou abrir as malas. Eu abri todas, mas ele nem mexeu e me pediu os passaportes e me encaminhou para pagar cada um de nós um DARF de R$ 1.500,00.
Bom, eles estavam fazendo isso com todo mundo! Todo mundo foi tributado! E no DARF eles fizeram um lançamento de "roupas e presentes diversos"o que contraria a lei, no sentido de especificação dos itens.
Logo, eu não discuti, saí e entrei com uma ação no Juizado Especial Federal, e GANHEI…!!!!!!
Então, encaminho abaixo, para que seja divulgado e caso aconteça com alguem seja utilizado.
Eles ainda podem recorrer, mas mesmo assim creio que seja uma grande passo.

Abraço a todos vocês e me coloco a disposição para qualquer duvida! =)


Como prova disso encaminho abaixo a sentença em 1o Grau:
PROCESSO : 0001738-44.2013.4.02.5151

AS INFORMAÇÕES AQUI CONTIDAS NÃO PRODUZEM EFEITOS LEGAIS.
SOMENTE A PUBLICAÇÃO NO D.O. TEM VALIDADE PARA CONTAGEM DE PRAZOS.
0001738-44.2013.4.02.5151 Número antigo: 2013.51.51.001738-5
51001 - JUIZADO/CÍVEL
Autuado em 30/01/2013 - Consulta Realizada em 17/12/2013 às 07:03
AUTOR : CAMILA HUGUENIN AGUIAR DE CASTRO E OUTRO
ADVOGADO: CAMILA HUGUENIN AGUIAR DE CASTRO
REU : UNIAO FEDERAL/FAZENDA NACIONAL
05º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro
Magistrado(a) ANAMARIA REYS RESENDE
Distribuição-Sorteio Automático em 30/01/2013 para 05º Juizado Especial
Federal do Rio de Janeiro
Objetos: IMPOSTO DE IMPORTACAO; RESPONSABILIDADE CIVIL
--------------------------------------------------------------------------------
Concluso ao Magistrado(a) ANAMARIA REYS RESENDE em 08/10/2013 para Sentença SEM
LIMINAR por JRJNYR
--------------------------------------------------------------------------------
SENTENÇA TIPO: A - FUNDAMENTAÇÃO INDIVIDUALIZADA LIVRO REGISTRO NR.
002458/2013 FOLHA
--------------------------------------------------------------------------------
SENTENÇA TIPO A ¿ FUNDAMENTAÇÃO INDIVIDUALIZADA

5º Juizado Especial Federal
do Rio de Janeiro

Processo nº: 0001738-44.2013.4.02.5151 (2013.51.51.001738-
5)

AUTOR: CAMILA HUGUENIN AGUIAR DE CASTRO E OUTRO

REU: UNIAO
FEDERAL/FAZENDA NACIONAL

Juíza: DRA. ANAMARIA REYS RESENDE



SENTENÇA


I ¿ RELATÓRIO
Camila Hugueninaguiar de Castro e Nelson Elias Soffe Filho
propuseram ação contra a União Federal/Fazenda Nacional, objetivando a
restituição do valor pago a título de Imposto de Importação e indenização a
título de danos morais em virtude da cobrança indevida desse tributo.
Sustentam
os autores que, no dia 15/11/2012, ao retornarem de viagem internacional,
tiveram sua bagagem analisada por fiscais da Receita Federal e que, mesmo ante
a ausência de bens sujeitos à tributação, pois somente portavam itens de uso
pessoal e eletrônicos adquiridos no Brasil, foram compelidos a pagar uma DARF
no valor de R$ 1.535,70, cada um para não ter suas malas e bens apreendidos.
Em
decorrência disso, pleiteiam a devolução dos valores pagos e reparação a título
de danos morais.
Na contestação (fls. 25/41), a União afirmou que os atos
administrativos gozam de presunção de legitimidade e que, a autora não logrou
comprovar a nulidade do lançamento efetuado.
Breve relatório, nos termos do
art. 38 da Lei nº 9.099/95.

II ¿ FUNDAMENTAÇÃO
A controvérsia diz respeito à
repetição do indébito de Imposto de Importação e indenização a título de danos
morais.

Como forma de regular a tributação dos bens trazidos do exterior, foi
editado o Decreto de nº 6.759 (Regulamento Aduaneiro), o qual foi complementado
por Instruções Normativas da Receita Federal, como a 1.059/2010 e a
1.217/2010.
Essas espécies legislativas previram os conceitos principais no que
tange a viagens internacionais, estabelecendo o regime de tributação especial e
a isenção do imposto de importação para determinados produtos, nestes
termos:
Art. 2 º Para os efeitos desta Instrução Normativa, entende-se por:

I
- bens de viajante: os bens portados por viajante ou que, em razão da sua
viagem, sejam para ele encaminhados ao País ou por ele remetidos ao exterior,
ainda que em trânsito pelo território aduaneiro, por qualquer meio de
transporte;

II - bagagem: os bens novos ou usados que um viajante, em
compatibilidade com as circunstâncias de sua viagem, puder destinar para seu
uso ou consumo pessoal, bem como para presentear, sempre que, pela sua
quantidade, natureza ou variedade, não permitirem presumir importação ou
exportação com fins comerciais ou industriais;

III - bagagem acompanhada: a
que o viajante levar consigo e no mesmo meio de transporte em que viaje, exceto
quando vier em condição de carga;

IV - bagagem desacompanhada: a que chegar
ao território aduaneiro ou dele sair, antes ou depois do viajante, ou que com
ele chegue, mas em condição de carga;

V - bagagem extraviada: a que for
despachada como bagagem acompanhada pelo viajante e que chegar ao País sem seu
respectivo titular, em virtude da ocorrência de caso fortuito ou força maior,
ou por confusão, erros ou omissões alheios à vontade do viajante;

VI - bens
de uso ou consumo pessoal: os artigos de vestuário, higiene e demais bens de
caráter manifestamente pessoal, em natureza e quantidade compatíveis com as
circunstâncias da viagem;

VII - bens de caráter manifestamente pessoal:
aqueles que o viajante possa necessitar para uso próprio, considerando as
circunstâncias da viagem e a sua condição física, bem como os bens portáteis
destinados a atividades profissionais a serem executadas durante a viagem,
excluídos máquinas, aparelhos e outros objetos que requeiram alguma instalação
para seu uso e máquinas filmadoras e computadores pessoais; e

VIII -
tripulante: a pessoa, civil ou militar, que esteja a serviço do veículo durante
o percurso da viagem. (Instrução Normativa nº 1.059/2010).

(...)

Art. 6 º Ao
ingressar no País, o viajante procedente do exterior deverá dirigir-se ao canal
"bens a declarar" quando trouxer:

V - bens aos quais será dada destinação
comercial ou industrial, ou outros bens que não sejam passíveis de
enquadramento como bagagem, nos termos do art. 2 º ;
VI - bens que devam ser
submetidos a armazenamento para posterior despacho no regime comum de
importação, na hipótese referida no inciso II do § 1 o do art. 4 o ;
VII -
bens sujeitos ao regime aduaneiro especial de admissão temporária, nos termos
do art. 5 º , quando sua discriminação na DBA for obrigatória;
VIII - bens
cujo valor global ultrapasse o limite de isenção para a via de transporte, de
acordo com o disposto no art. 33;
IX - bens que excederem limite quantitativo
para fruição da isenção, de acordo com o disposto no art. 33; ou
(...)
§ 3 o A
opção do viajante pelo canal "nada a declarar", caso se enquadre na hipótese
referida no inciso VIII do caput, configura declaração falsa, punida com multa
correspondente a cinquenta por cento do valor excedente ao limite de isenção
para a via de transporte utilizada, sem prejuízo do pagamento do imposto
devido, em conformidade com o disposto no art. 57 da Lei n º 9.532, de 10 de
dezembro de 1997.
§ 4 o Na hipótese a que se refere o inciso VIII do caput, o
viajante deverá ainda providenciar o pagamento do imposto devido.
§ 5 º Quando
a fiscalização aduaneira constatar divergência entre o imposto pago pelo
viajante e o apurado como devido, será exigida a diferença, acrescida da multa
por declaração inexata, correspondente a cinquenta por cento do valor excedente
ao limite de isenção para a via de transporte utilizada, em conformidade com o
disposto no art. 57 da Lei n º 9.532, de 1997.
§ 6 º Caso o interessado não
concorde com a exigência fiscal, na hipótese referida no § 5 º , os bens
poderão ser entregues após a instauração da fase contenciosa, mediante depósito
em moeda corrente, fiança idônea ou seguro aduaneiro, no valor da exigência.


(...)

Art. 32. Será concedida isenção do imposto de importação (II), do
imposto sobre produtos industrializados (IPI), da contribuição para os
programas de integração social e de formação do patrimônio do servidor público
incidente na importação de produtos estrangeiros ou serviços (PIS/Pasep-
Importação) e da contribuição social para o financiamento da seguridade social
devida pelo importador de bens estrangeiros ou serviços do exterior (Cofins-
Importação) incidentes sobre a importação de bagagem de viajantes, observados
os termos e condições estabelecidos nesta Seção.

Art. 33. O viajante
procedente do exterior poderá trazer em sua bagagem acompanhada, com a isenção
dos tributos a que se refere o caput do art. 32:
I - livros, folhetos,
periódicos;
II - bens de uso ou consumo pessoal ; e
III - outros bens,
observado o disposto nos §§ 1 º a 5 º deste artigo, e os limites de valor
global de:
a) US$ 500.00 (quinhentos dólares dos Estados Unidos da América) ou
o equivalente em outra moeda, quando o viajante ingressar no País por via aérea
ou marítima; e
b) US$ 300.00 (trezentos dólares dos Estados Unidos da América)
ou o equivalente em outra moeda, quando o viajante ingressar no País por via
terrestre, fluvial ou lacustre.( Instrução Normativa nº
1.059/2010)

(...)

Art. 41. O regime de tributação especial é o que permite o
despacho de bens integrantes de bagagem mediante a exigência tão-somente do
imposto de importação, calculado pela aplicação da alíquota de 50% (cinquenta
por cento) sobre o valor tributável dos bens.

Art. 42. Para fins de
determinação do valor dos bens de viajante considerar-se-á o valor de sua
aquisição à vista da fatura comercial ou documento de efeito equivalente.

Parágrafo único. Na falta do valor de aquisição dos bens a que se refere o
caput, pela não apresentação ou inexatidão da fatura comercial ou documento de
efeito equivalente, a autoridade aduaneira estabelecerá o valor dos bens,
utilizando-se de catálogos, listas de preços ou outros indicadores de valor.


Assim, a isenção do Imposto de Importação atinge apenas os bens de uso ou
consumo pessoal e outros que componham a bagagem sem ultrapassarem o limite de
500 dólares, sendo prevista multa para omissão de bens, além do imposto
devido.
No caso dos autos, dos documentos de fls. 13/16, depreende-se que, no
dia 15/11/2012, foram lavradas duas Notificações de Lançamento de Bagagem
Acompanhada em nome dos autores, referentes a ¿Roupas e Presentes Diversos¿,
resultando no pagamento de Imposto de Importação no valor de R$ 1.535,70
(DARF¿s de fl. 13 e 15) cada um.
É certo que, o procedimento de lançamento
fiscal efetuado em aeroportos é simplificado, em decorrência da grande
quantidade de passageiros em contraposição ao número de fiscais e a reduzida
fração de tempo. Entretanto, isso não significa que o auto de infração possa
prescindir dos elementos básicos necessários ao exercício do contraditório e da
ampla defesa pelo contribuinte.
Nessa perspectiva, é fundamental que a
notificação de lançamento pormenorize todas as mercadorias, especificando a
quantidade, marca, modelo, entre outras, como forma de garantir uma tributação
justa e em conformidade com os preceitos legais.
In casu, a notificação de
lançamento que originou a tributação foi genérica (fls. 14 e 16), ao
discriminar as mercadorias como ¿Roupas e Presentes Diversos¿, atribuindo-lhes
um valor de US$ 1.500,00, sem embasamento algum.
Em regra, roupas se enquadram
como bens de uso e consumo pessoal, e, em consequência disso, gozam de isenção,
o que torna necessária a especificação e quantificação exata desses bens para
desconstituir a presunção de uso próprio, a fim de que haja regular incidência
de Imposto de Importação, o que, claramente, não se verificou no caso.
Além
mais, os valores lançados devem guardar correspondência com as notas fiscais
apresentadas pelo passageiro e na falta destas, catálogos de produto, na forma
do art. 42 da IN 1.059/2010.
Considerando que as mercadorias dos autores sequer
foram especificadas, não há como aferir se o valor de US$ 1.500,00 guarda
correspondência com a quantidade de produtos tributados e o valor das notas
fiscais ou catálogos.
Entendo, por conseguinte, que as notificações de
lançamento estão eivadas de vícios formais, por ausência de especificação
adequada dos produtos e dos valores correspondentes. Essa irregularidade,
evidentemente, implica cerceamento de defesa do contribuinte e, portanto, tenho
como nula as Notificações de Lançamento de Bagagem Acompanhada.
Nesse sentido,
cito o seguinte precedente:
TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. ADUANEIRO.
APREENSÃO DE MERCADORIAS ESTRANGEIRAS. COTA DE ISENÇÃO ULTRAPASSADA. SUBMISSÃO
AO REGIME DE TRIBUTAÇÃO COMUM. BAGAGEM. BENS DESTINADOS AO USO OU CONSUMO
PESSOAL. ISENÇÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE AUTO DE APREENSÃO COM A
DISCRIMINAÇÃO DOS ITENS INTERNALIZADOS. NULIDADE. 1. A bagagem acompanhada está
isenta relativamente a bens de uso ou consumo pessoal, em natureza e quantidade
compatíveis com as circunstâncias da viagem, conforme preceituado pelo art.
155, do Regulamento Aduaneiro. 2. Hipótese na qual se verifica que os bens
internalizados pela parte impetrante estão perfeitamente compreendidos nesse
conceito, pois se tratam, em sua maioria, de cosméticos, itens de higiene,
chocolates e guloseimas, cujo uso e consumo estão em conformidade com as
circunstâncias da viagem. 3. No tocante à expressão 'circunstâncias da viagem',
cabe ressaltar que a compatibilidade exigida implica logicamente o seu início e
o fim, o que não é observado por parte da fiscalização quando promove
apreensões prematuras, bem anteriores ao término da viagem. Tal proceder obsta
a possibilidade de eventual uso ou consumo de itens trazidos, influenciando o
valor e a quantidade das mercadorias eventualmente apreendidas. 4. Tratando-se
de bens internalizados de reduzida quantidade e valor insignificante, mostra-se
desproposital o rigorismo excessivo da autoridade fiscal, materializado na
apreensão de alimentos, guloseimas, etc., itens em relação aos quais sequer se
pode afirmar que não serão consumidos pelas pessoas que os trazem no transcurso
do seu regresso. 5. Comprovado o caráter pessoal da bagagem da parte impetrante
descabe cogitar na sua retenção com o escopo de submissão ao regime de
importação, devendo a mercadoria ser liberada. 6. É nulo o auto de apreensão
que não discrimina as mercadorias apreendidas, pois tal providência mostra-se
imprescindível ao exame da questão controversa, bem assim ao adequado exercício
do direito de defesa do contribuinte. 7. Apelação provida. (TRF-4 - AC: 7101 RS
5001384-15.2011.404.7101, Relator: Relatora, Data de Julgamento: 18/09/2012,
SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: D.E. 08/10/2012)

Cabível, assim, a
repetição do indébito no valor total de R$ 3.071,40.
Entretanto, no caso dos
autos, não se evidencia dano moral algum, porque não demonstrado que as partes
tenham sido expostas a constrangimentos ou sofrimentos que justifiquem a
reparação.
Impõe-se, assim, o acolhimento parcial do pleito dos autores.

III -
DISPOSITIVO
Pelo exposto, com fulcro no art. 269, inciso I, do Código de
Processo Civil, JULGO PROCEDENTES EM PARTE OS PEDIDOS para condenar a União a
restituir aos autores a quantia de R$ 3.071,40 (três mil e setenta e um reais e
quarenta centavos), recolhida indevidamente a título de Imposto de Importação
de Bagagem Acompanhada, corrigida exclusivamente pela Taxa SELIC (que engloba
correção monetária e juros) desde o recolhimento indevido (15/11/2012).
Sem
honorários advocatícios e custas processuais (art. 55 da Lei nº
9.099/95).
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Rio de Janeiro, 19 de
novembro de 2013.


(ASSINADA ELETRONICAMENTE)
ANAMARIA REYS RESENDE
Juíza
Federal

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Edição disponibilizada em: 09/12/2013
Data formal de publicação: 10/12/2013
Prazos processuais a contar do 1º dia útil seguinte ao da publicação.
Conforme parágrafos 3º e 4º do art. 4º da Lei 11.419/2006
--------------------------------------------------------------------------------
Em decorrência os autos foram remetidos em 13/12/2013 para Procuradoria da
Fazenda por motivo de Recurso
A contar de 13/12/2013 pelo prazo de 10 Dias (Simples).
Devolvido em 16/12/2013 por JRJQAM

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Prazos
10 Dias Simples Contado de 13/12/2013 00:00 até 13/01/2014 00:00

Texto


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Movimento NOVO

Devolução de Remessa feita em 16/12/2013 13:58 Devolvido para 05º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro




 


 
Res: Cota para tablet

 mensagem postada em 12/12/2013 - 08:12:25hs
 
 

Boa noite pessoal,

Tenho um iPad mini comprado no Brasil e pretendo levá-lo, neste caso posso trazer mais um e este comprado aqui no Brasil não entra na cota, correto?

Obrigado

Renata (mensagem de Renata Nobre Machado Moreira)


Correto. Não se esqueça de levar a nota fiscal.

 


 
Dúvida

 mensagem postada em 11/12/2013 - 07:12:16hs
 
 

Pessoal, boa noite.

Tenho algumas dúvidas e gostaria da ajuda de vocês. É o seguinte, tenho um galaxy s3 comprado aqui no Brasil com o selo da Anatel, tudo certinho...

Quero saber se posso levá-lo para minha viagem e comprar outro lá ? Na alfândega, terei problema mesmo sabendo que o meu s3 foi comprado no Brasil ?

Outra dúvida: A câmera GoPro entra na cota ? Ela é considerada uma câmera fotográfica ou câmera filmadora ?


Obrigado.

 


 
Res: Ajuda: BRINQUEDOS

 mensagem postada em 10/12/2013 - 08:12:36hs
 
 

Comprei ums brinquedos pras crianças é uma nerf são aquelas armas de brinquedos,mas vi agora no site da receita que não é permitido simuladores de armas ou algo parecido, será que vou ter problemas? estou com meus 2 filhos e comprei 7 nerf. Pergunto as crianças têm cota também? vou descer no aeroporto de guarulhos.dia 13 sexta feira (mensagem de BETANIA TRINDADE DE OLIVEIRA)

Cada viajante, independente da idade, tem direito a 500 dólares de cota.

Quanto às NERF, acho que o que não pode é trazê-las na bagagem de mão, só na despachada. Eu trouxe uma réplica de pistola antiga, de ferro, que comprei no Magic Kingdom, na loja dos Piratas do Caribe. Agora, é quase certo que a segurança dos EUA abra sua mala lá mesmo, quando passar no raio-X. Isso aconteceu comigo, abriram a mala que estava com a arma de brinquedo (e só ela). Mas eu só fiquei sabendo quando cheguei em casa, abri a mala e vi um papel dentro, da TSA, dizendo que a mala tinha sido vistoriada. Eles abriram o cadeado (que era TSA) direitinho e recolocaram todas as minhas coisas no lugar. Se não fosse o bilhete eu nunca desconfiaria que a mala tinha sido aberta.

 


 
Ajuda: BRINQUEDOS

 mensagem postada em 09/12/2013 - 07:12:27hs
 
 

Comprei ums brinquedos pras crianças é uma nerf são aquelas armas de brinquedos,mas vi agora no site da receita que não é permitido simuladores de armas ou algo parecido, será que vou ter problemas? estou com meus 2 filhos e comprei 7 nerf. Pergunto as crianças têm cota também? vou descer no aeroporto de guarulhos.dia 13 sexta feira

 


 
 
Na Splash Mountain, quando o barquinho começar a subir a montanha, antes de fechar os olhos e se agarrar no barquinho, perceba um esquilinho que coloca a sua cabeça para fora e grita: "F.S.U.". Esta foi uma forma dos Imagineiros homenagiarem a Florida State University.