Alfândega - Relatos

 
Tópico Aberto

 
 
ORDENAR MENSAGENS: da mais antiga para a mais recente
 

O objetivo do presente tópico é o de servir de espaço para que possamos postar - relatos - sobre as nossas experiências com a alfândega (exclusivamente). Peço que questionamentos sobre a "cota de isenção" sejam reservados para o seu tópico específico - Alfândega - Cota de Isenção.

leia essas informações
 
Índice  
 
 
Desembarque de menor

 mensagem postada em 16/08/2011 - 09:08:18hs
 
 

Por favor poderiam me ajudar numa dúvida?
Vamos viajar eu, meu marido, minha filha que fará 14 anos em Orlando e uma amiga dela de 13 anos.
Nós normalmente passamos separados eu e minha filha e meu marido que sempre é escolhido para revista já entra na fila do a declarar.
Será que eles parariam minha filha? Se ela parar eu tenho que parar junto, pois não a deixaria sózinha. Neste caso minha bagagem seria também verificada? Porque se alguma das meninas forem paradas, um de nós teria que parar junto. Elas são crianças mas com tamanho e aparencia de mais velha.
o que seria correto fazer?


Grata

 


 
A TODOS

 mensagem postada em 16/08/2011 - 08:08:54hs
 
 

Após ler os relatos, vou seguir a linha do MARCELO CONDE no tocate: "Ocultação para mim, neste caso, é a pessoa colocar/esconder uma mercadoria em um local que não seja razoável colocar, com intuito de frustrar a fiscalização. Inicialmente só consigo pensar, em termos de transporte aeroviário, em um fundo falso de mala, de solado de tênis ou dentro da cueca, por exemplo. Agora dentro do bolso da calça, jamais concordarei que há ocultação, uma vez que não só é presumível como é normal que a pessoa transporte mercadorias (celular, mp3 players, etc) dentro do bolso de sua calça."
Para os demais dou uma dica: Se tiver que declarar, declare, pois com certeza por mais que você pague alguma coisa sempre vai ser mais barato do que comprar aqui no Brasil. Não vale a pena. Quem pagou, exemplo, U$600,00 não custa nada pagar imposto em cima dos U$100,00. Boa viagem, boas compras e BOAS DECLARAÇÕES A RECEITA. Risos.
Abraços.

 


 
Danielbr 2

 mensagem postada em 16/08/2011 - 07:08:06hs
 
 

Acabou que nisso esqueci de responder o que você realmente perguntou... eu particularmente nunca vi alguém sorteado ser revistado. A única vez que aconteceu comigo, também não fui. Mas também não tenho conhecimento de alguma proibição de que haja a revista, o que faz com que isso seja possível.

Só para esclarecer também um ponto... esse novo entendimento do STF seria quanto ao descaminho de valores superiores a R$10.000,00. Menos que isso, o princípio da insignificância já vem sendo aplicado de longa data.

Para terminar, não recomendo ninguém a mentir ao declarar se tem ou não bens acima da cota. Cada um toma sua decisão e arca com as consequencias de seus atos. Eu, particularmente, prefiro evitar o próprio constrangimento, independente de haver crime ou não.

 


 
Danielbr

 mensagem postada em 16/08/2011 - 06:08:54hs
 
 

Daniel, importante salientar que qualquer dúvida você deve procurar um advogado para lhe orientar, que é o profissional apto a isso. O que foi discutido, por mim, é que o mero fato de você colocar algo no bolso, ainda que com intuito de esconder do fiscal da Receita Federal, na minha concepção não é descaminho por ocultação. Depois ainda lembrei que o descaminho por ocultação só pode ser cometido por pessoa jurídica, não por pessoa física. Portanto desnecessário maiores delongas.

No entanto, o simples fato de entrar com mercadoria estrangeira sem recolher o devido imposto, é considerado Descaminho, pois é crime formal. Mas não tem nada a ver com colocar no bolso, ainda que intencionalmente para esconder.

Só que isso não é colocado em prática pelo valor insignificante. Ministério Público Federal não denuncia nestes casos, pois sabe muito bem a posição dos tribunais superiores. Não adianta denunciar algo que não vai vingar, apesar de não haver proibição para tal.

"Reforçando esta tese, podemos ainda mencionar as decisões do STF considerando que o tipo penal do art. 334 (caput, 2ª parte) não incide nas situações em que o valor tributário envolvido não conduziria à cobrança fiscal, aplicando-se, por conseguinte, o princípio da insignificância.<6> São os casos em que o valor estimado dos tributos respectivos não ultrapassaria R$ 10 mil (valor fixado pela Lei 11.033/04), porquanto o art. 20 da Lei 10.522/02 determina o arquivamento das execuções fiscais."

AQUI tá explicando um pouquinho melhor o novo entendimento do STF.

 


 
Alfândega

 mensagem postada em 16/08/2011 - 06:08:15hs
 
 

Na boa, é um absurdo querer entrar no país com 30 relógios escondidos da roupa do corpo!

Só há um segredo para uma passagem tranquila pela alfândega: BOM SENSO! Do contrário é contar com a sorte e com o humor do fiscal da Receita Federal.

 


 
Bolso

 mensagem postada em 16/08/2011 - 06:08:20hs
 
 

Obrigado pela troca de informações. O que sei é que só haverá procedimento criminal se os valores "escondidos" superarem 10.000 reais (Detalhe: São 10.000 reais em impostos. A notícia colocou em mercadorias). Abaixo disso é via administrativa com perdimento dos bens, pelo princípio da insignificancia. 30 relógios escondidos tb é demais né? O que perguntei seria colocar um processador no bolso da calça ou mais alguma coisa pequena, que mesmo tirando o casaco, caso esteja usando, não daria para ver nada. Por isso perguntei para quem já desembarcou de voo dos EUA se eles revistam a pessoa. Caso seja só as malas não acredito que um eletrônico no bolso possa dar problema. Somente revistando poderiam ver que teria um produto desse tipo no bolso. Quanto a pessoa é selecionada para o raio-x ou verificação de bagagens ela é revistada?

 


 
Ze Colmeia

 mensagem postada em 16/08/2011 - 06:08:05hs
 
 

Perfeito... Descaminho porque mentiu para o funcionário da Receita Federal, portanto uma das formas "iludir" previstas no tipo penal, em seu caput. Não tem nada a ver com a ocultação. E como o valor está acima dos R$10000,00, realmente não vai haver nem princípio da insignificância, que tornaria o fato atípico.

Ainda sim, de acordo com o entendimento atual do STF (maio de 2011) ele poderá promover o pagamento do que é devido, o que é causa extintiva de punibilidade. Se isso ocorrer antes do recebimento da denúncia pelo juiz federal, ele poderá, nem que seja apenas no STF, trancar eventual ação penal.

 


 
Antonio e Marcelo

 mensagem postada em 16/08/2011 - 06:08:55hs
 
 

Trecho de reportagem publicada no Correio Braziliense no mês passado:

"Recentemente, um brasiliense acabou preso no aeroporto por trazer mercadoria importada. Ele estava com 30 relógios escondidos no corpo, avaliados no total em US$ 10 mil, e mentiu aos fiscais da Receita. Disse que não trazia nenhuma mercadoria acima da cota. "Ele usava um casaco de frio e estava muito calor. Na hora que pedimos para ele tirar o blusão, notamos os relógios escondidos e, como mentiu, foi preso por descaminho", afirma Castro. Entregue à Polícia Federal, o rapaz poderá pegar de um a quatro anos de prisão. (RF)"

A reportagem completa está disponível em http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/7/3/receita-endurece

 


 
Eliane

 mensagem postada em 16/08/2011 - 03:08:02hs
 
 

Eu acho que o fiscal agiu corretamente. Para mim um iPod seria um bem de caráter manifestamente pessoal, para uso próprio.

O problema é que isso ficou muito subjetivo na Portaria do MF. Então vão ter fiscais que vão entender de um jeito, outros de outro. O ideal seria um listão do que é permitido

 


 
Declara ou não?!

 mensagem postada em 16/08/2011 - 02:08:44hs
 
 

Gente, se a coisa tá mto na cara (4 malas 32 kg cada, mochila de costas típica de notebook etc), é melhor declarar na Receita Federal do que passar por um eventual constrangimento. Ou então assume os riscos, seja de uma ação penal e pagto de imposto/multa ou de um xilique do fiscal! Algumas coisas mesmo declarando ainda valem a pena, ficam mais baratas que no BR. Eu já trouxe notebook de 1000 US$, não declarei e não tive nada. No entanto, outra vez trouxe um DVD automotivo, inventei de declarar e o fiscal não foi meu amigo...... hehehehe
E não devemos esquecer do fator sorte....
Ah... vou contar o que aconteceu com um amigo meu em Guarulhos, retornando de NYC ano passado. Ele tava com 2 malas grandes. Foi p declarar o notebook (US$ 800) que estava trazendo e duas máquinas digitais. Só que na verdade ele tava trazendo muuuuuuuuuuuuito mais que isso, principalmente perfumes (uns 30) e outras coisas miúdas. O fiscal abriu as malas, inclusive a de mão, olhou por cima, e, pra não detalhar todos os itens das malas (ia dar um trabalho...heheheh), disse que ia incluir US$ 200,00 a mais no DBA a título de presentes diversos. Meu amigo não resmungou e aceitou. Se fosse tributar tudo, ele tava lascado!

 


 
 
Cinderella Castle foi inaugurado concomitantemente com o Magic Kingdom em 01 de outubro de 1971, após 18 (dezoito) meses despendidos para sua construção, foi concebido para resistir até mesmo a furacões, graças a sua estrutura interna de aço, fundação de concreto e parte externa em fibra de vidro.