Civilidade nos parques

 
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Res: Reflexões sobre o filme que ridiculariza o comportamento dos brasileiros nos parques de Orlando

 mensagem postada em 05/02/2015 - 09:02:40hs
 
 

"Os seres humanos têm muitos maus costumes que todos acham normal.
A maioria das brincadeiras dos seres humanos é ofensiva e prejudica os outros. As pessoas se reúnem para rir, debochar, colocar apelidos nos outros, achando que isso não é nada demais. Só que elas não percebem que estão ofendendo os outros.

Você gostaria de ser chamado de macaco, burro, magricela, dentuço, orelhudo, ser desprezado ou ridicularizado na frente dos outros?

Então o que você não gosta que façam com você, não faça com os outros.

As pessoas costumam dizer: “Eu não roubei, não matei, não adulterei, então não estou pecando.” Engano seu. Se você ofende seu irmão (seu próximo) falando mal dele, julgando, debochando, ridicularizando, discriminando, você está pecando do mesmo jeito que aquele que mata, rouba e comete adultério.

Tem pessoas que dizem: “Eu sempre brinquei com fulano e ele nunca reclamou.” Ele pode ficar calado por ser seu amigo, mas ninguém gosta de ser humilhado na frente dos outros. Essas coisas acontecem em todo lugar: em casa, no trabalho, nas escolas. A situação nas escolas é horrível: os alunos que se acham “bonitos ou populares” se juntam para humilhar e ofender os outros com brincadeiras de mau gosto. Quem tem amor no coração não ofende os outros, pois quem ama respeita.

Em uma reunião de família, o marido começou a ridicularizar a esposa dizendo que quando ele se casou, ela era bonita e agora estava gorda, com o pé rachado e todos começaram a rir. Mas a moça ficou sem graça e com vergonha. Os outros perceberam que ela ficou triste e pararam de rir. Mas ele continuou com as brincadeiras, zombando de um e de outro. Muitos não enxergam as maldades que fazem.

Não compartilhe com esse tipo de coisa. Se você vê alguém ridicularizando os outros, não faça parte, não ache engraçado. Pois se você ri e acha divertido está fazendo igual ao outro.
Você que faz esse tipo de brincadeira (debocha, humilha, zomba, ri das pessoas) já parou para pensar que é um tolo? As pessoas que agem dessa forma são vazias, não têm nada a oferecer, são tolas, ignorantes, por isso têm esse tipo de comportamento.
Desde pequenos somos contaminados com as ilusões e maus costumes que existem neste mundo. E com o passar do tempo se torna muito difícil se livrar de tudo isso porque todos acham normal. Por exemplo:

- se achar melhor do que os outros: muitas pessoas têm um bom emprego e por isso trabalham muito para conseguir várias coisas, pois tudo o que compram (roupa, sapato, carro, casa, objetos...) são para mostrar para os outros e não apenas para seu bem-estar, porque se a roupa não é de marca você não poderá se exibir, se o carro não for do ano ou novo, você não vai poder se sentir melhor que os outros. Tudo isso são maus costumes malignos para as pessoas se acharem superiores aos outros. As pessoas deveriam ser mais humildes, independente do que tiverem."

 


 
Reflexões sobre o filme que ridiculariza o comportamento dos brasileiros nos parques de Orlando

 mensagem postada em 05/02/2015 - 09:02:36hs
 
 

Uma das manifestações do que hoje é atribuído ao bullying, é a ridicularização do outro, de preferência diante de uma “platéia”, ou seja, na frente de outras pessoas. Este comportamento carregado de violência, aparece com frequência nos programas de televisão e nas relações de convivência, que no mais das vezes, ocorre em reuniões familiares ou entre “amigos”.

Ridicularizar, desqualificar, intimidar, são comportamentos que fomentam a violência nas relações, causando danos físicos e psicológicos. É uma forma de abuso moral. As crianças no geral são as grandes vítimas, mas ocorre entre adolescentes, jovens e adultos. Ridicularizar o modo de viver do outro, é um comportamento que tem na sua raiz, uma forma de atenuar o medo que a pessoa que ridiculariza tem do outro. Uma pessoa insegura, tende a encobrir a sua insegurança através de uma atitude violenta, pois em nossa sociedade não há espaço para medos, fracassos, incompetências e fragilidades. A insegurança pessoal é fruto do medo, medo de si mesma, uma incapacidade de lidar com os seus medos internos.

Compreender este comportamento é fundamental, mas ao mesmo tempo refletir sobre os medos pessoais também se mostra uma via regeneradora. Ao mesmo tempo, rejeitar toda a expressão de violência, é uma necessidade ética, senão estaremos perpetuando pela omissão, as manifestações de violência que desagregam nossas relações e o tecido social.

Este tipo de atitude não é novo, a história, os mitos e os contos de fada estão cheios de exemplos que nos confirmam. E não é preciso ir muito longe: dentro da própria família é mais comum do que se pensa. Quem não conhece a típica rivalidade entre irmãs, ou entre mãe e filha? Branca de Neve, Cinderela e o Patinho Feio são exemplos clássicos da rivalidade entre mãe e filha, entre irmãs e entre aqueles que destoam do grupo. O mito de Cinderela retrata de forma primorosa a rivalidade entre mulheres da mesma idade. Ela é humilhada, tiranizada, achincalhada e diminuída por ser, talvez, a mais bonita e a mais capaz.
O Patinho Feio é expulso do grupo por ser o diferente, e Branca de Neve sofre nas garras de uma madrasta que não consegue lidar com a beleza da menina que vira mulher. Todos modelos de discriminação e de rejeição pelo grupo social.
Com tantos anos de história nas costas, é de se perguntar: o ser humano nunca cresce? Nunca aprende? Nunca evolui? Continua por séculos e séculos cometendo as mesmas falhas, as mesmas impropriedades que foram reveladas lá atrás, nos primórdios de sua existência?

Então, facilitando as coisas: quem transmite bons e maus exemplos para os filhos são os pais, esta é a pura verdade, e não há como fugir disso. Rir e ridicularizar o outro é um comportamento típico de repetição. A criança aprende isso vendo os pais fazerem.
Não seria de se supor que esses pré-julgamentos já deveriam estar extintos e enterrados? Preconceito e discriminação não parecem posturas compatíveis com pessoas de pensamento aberto, esclarecido e liberal, esperadas de pessoas jovens e "modernas"; combinam mais com gente careta, ultrapassada, mal resolvida e mal esclarecida. Além, é claro, de demonstrar um sentimento de insegurança brutal. O raciocínio é óbvio: só quem não está satisfeito consigo mesmo pode se preocupar com a vida ou com o corpo alheio. Se o outro nos parece tão ameaçador é porque nós próprios devemos estar muito fragilizados.
Traduzindo em miúdos: a nossa auto-estima deve estar muito aquém do desejável.

 


 
 
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