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Algumas considerações sobre Hábitos Alimentares

 mensagem postada em 06/05/2014 - 11:05:04hs
 
 

Amigos do VPO,

Andei pesquisando um pouco sobre os Hábitos Alimentares, não só dos brasileiros mas também de outros povos no mundo, e gostaria, se me permitem, de compartilhar algumas ideias e conclusões sobre o tema.

Minha esposa, da primeira vez que foi aos EUA, disse: "nossa, a comida daqui parece isopor (sem gosto). A única coisa boa aqui é o leite.!!"

Depois de voltar outras vezes, hoje ela adora a comida americana (não a de Fast Food, mas a de restaurantes "normais") e principalmente a salada de lá !

O termo hábito alimentar é usado quando se quer designar os costumes e modo de se comer de uma pessoa ou comunidade. Notadamente ele é influenciado por vários fatores. Dentre os quais citamos:
• Idade da pessoa
• Localização geográfica
• Condições sócio-econômicas
• Valores culturais

Já há bastante tempo os cientistas vêm demonstrando que uma Alimentação balanceada é composta da ingestão de Grupos de alimentos, padronizados, a saber:
• Carboidratos, caracterizado pelas massas e açucares - função energética (rápido acesso).
• Lipídeos, caracterizado pelas gorduras animal e vegetal - função energética (demorado acesso).
• Proteínas , caracterizado pelas carnes e leite - função construtora.
• Vitaminas e Sais minerais, caracterizado pelas verduras e frutas - função Reguladora.
• A água é um outro elemento muito importante quando nos preocupamos com a alimentação.

Nos dias atuais, as pessoas cada vez menos se preocupam com a alimentação, produzindo hábitos alimentares altamente danosos para o corpo. O corre-corre do dia nos leva à procura demasiada pelos 'Fast-food' (alimentação rápida). Nestes locais não se tem a devida preocupação com o balanceamento do cardápio, caracterizando-se quase sempre por alimentos gordurosos e com conservantes químicos.

A alimentação dos brasileiros não é uma alimentação saudável, pois se alimenta de bastante massa. Porém, o comum hábito de comer arroz com feijão do brasileiro é uma escolha saudável.

Hábitos alimentares adequados proporcionam ao organismo humano condições para uma vida saudável, acrescentando anos com saúde e disposição para os indivíduos que se propõem a ter uma dieta equilibrada e pautada na moderação. Não existem alimentos proibidos (para a comunidade sadia) ou milagrosos. O segredo está no bom senso.

A alimentação é o combustível para nossa vida, uma vez que nos fornece subsídios para a realização de nossas tarefas diárias. Se não nos alimentamos não temos força ou disposição para a realização das atividades mais banais, além de comprometer seriamente o desempenho das funções vitais no nosso organismo.
Claro que a qualidade do alimento ingerido é fundamental.Não adianta simplesmente comer. É preciso alimentar-se corretamente, fornecendo ao organismo os nutrientes necessários para seu perfeito funcionamento, sem carências ou exageros.
Uma alimentação balanceada, contendo equilibradamente frutas, cereais (inclusive integrais), verduras, legumes, carnes e leite, pode contribuir positivamente para a manutenção da saúde do indivíduo.

Entretanto é sempre bom ressaltar que a diversidade dos alimentos é fundamental, pois não existem alimentos completos capazes de fornecer ao organismo toda a gama de nutrientes requeridos para sua manutenção, preservando-lhe a saúde. Então a premissa da boa alimentação está fundamentada, principalmente, na diversificação de alimentos ofertados em quantidades adequadas, o que não significa dizer exagero, pelo contrário, a moderação é imprescindível.

Convém lembrar que, o Brasil, como em outros países adeptos das “comidas rápidas” servidas em qualquer lanchonete, apresenta problemas sérios de saúde pública decorrentes da má alimentação. Isto porque o sabor dos alimentos foi colocado em primeiro plano, não que a alimentação não deva ser um prazer, ela pode e deve ser considerada desta forma, porém é necessário compreender que os alimentos precisam cumprir suas funções no organismo, não apenas saciar a fome ou estar a serviço da gula.
Estes lanches rápidos normalmente estão carregados de gorduras saturadas, comprometendo seriamente o equilíbrio alimentar do indivíduo e não podem, portanto, fazer parte da dieta alimentar do mesmo, sem causar-lhe dano, mesmo que seja em longo prazo.
Obviamente que uma vez ou outra é possível e agradável comer uma pizza ou qualquer outra refeição pelo simples prazer que proporciona, o que é desaconselhável é fazer disso uma constante, substituindo freqüentemente uma alimentação saudável por um lanche com excesso de gordura e incapaz de proporcionar os nutrientes dos quais o organismo necessita.
Tornado-se hábito, pode levar a sérias complicações orgânicas, prejudicando a saúde do indivíduo em médio e longo prazo. Por isso é bom estar atento ao que estamos ingerindo, além de cuidar desde cedo da alimentação das crianças, insistindo com elas sobre a adoção de hábitos saudáveis que serão revertidos em qualidade de vida.
A alimentação realmente é um prazer que precisa ser saboreado e compartilhado com pessoas das quais gostamos, portanto é importante fazer das refeições um momento alegre para ser lembrado posteriormente, e não apenas o gesto mecânico de saciar a fome. Não é sensato comer rapidamente qualquer coisa, é preciso valorizar a vida, realmente alimentando-nos adequadamente, provendo nosso corpo e espírito de elementos dos quais necessitam.

Como se alimenta o brasileiro

No Brasil, observa-se que os tipos de câncer que se relacionam aos hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade por câncer.
O perfil de consumo de alimentos que contêm fatores de proteção está abaixo do recomendado em diversas regiões do país. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, que em 2010 entrevistou 54.367 pessoas, o padrão alimentar no país mudou para pior.

Apesar de consumir mais frutas e verduras, o brasileiro continua a comer muita carne gordurosa (1 em cada 3 entrevistados) e tem optado por alimentos práticos, como comidas semiprontas, que são menos nutritivas. A ingestão de fibras também é baixa, onde se observa coincidentemente, uma significativa freqüência de câncer de cólon e reto. O feijão, alimento rico em ferro e fibras, que tradicionalmente fazia o famoso par com o arroz, perdeu espaço na mesa dos brasileiros. Para agravar o quadro, eles também tem se exercitado menos. Em 2006, 71,9% da população revelava comer o grão ao menos cinco vezes na semana. Em 2010, a média caiu para 65,8%. No estado do Rio, a média de consumo do feijão ainda é alta: 71,7%. A queda na média nacional pode ser atribuída às mudanças na dinâmica da família brasileira, que tem tido cada vez menos tempo de preparar comida em casa e o feijão tem preparo demorado. O consumo de gorduras é mais elevado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde ocorrem as maiores incidências de câncer de mama no país.

Alimentação - Outro dado negativo é que os refrigerantes e sucos artificiais - que têm alta concentração de açúcar - têm ganhado espaço na preferência dos brasileiros. Ao todo, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez por semana e 27,9%, cinco vezes ou mais na semana. O consumo quase que diário aumentou 13,4% em um ano. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a popularidade dos refrigerantes é ainda maior: 42,1% tomam refrigerantes quase todos os dias. Apesar de o mercado oferecer cada vez mais versões com menos açúcar, como os diet e os light , somente 15% dos brasileiros optam por eles. Os jovens também preferem alimentos como hambúrguer, cachorro-quente, batata frita que incluem a maioria dos fatores de risco alimentares acima relacionados e que praticamente não apresentam nenhum fator protetor. Essa tendência se observa não só nos hábitos alimentares das classes sociais mais abastadas, mas também nas menos favorecidas. O consumo de alimentos ricos em fatores de proteção, tais como frutas, verduras, legumes e cereais, tem aumentado, mas ainda é baixo. Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, 30,4% da população com mais de 18 anos comem frutas e hortaliças cinco ou mais vezes na semana. Entre os entrevistados, 18,9% disseram consumir cinco porções diárias (cerca de 400 gramas) desses alimentos, mais do que o dobro do percentual registrado em 2006.

Longe de querer aqui "ditar alguma regra" sobre o que é bom e saudável ao organismo humano, gostaria de incentivar aos amigos a experimentar novos alimentos e sabores, novas formas de se alimentar, aproveitando esse pouco tempo que passamos em Orlando (ou em outros locais da america) para ver o que existe no resto do mundo e aprender o que é melhor para o nosso organismo!!

Para um japonês, a melhor coisa do mundo é arroz e peixe crú !!

E para vocês ?

Abraços,
Ayrton


 


 
 
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