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Sobre o caso Daniel Alves e a Banana

 mensagem postada em 28/04/2014 - 08:04:34hs
 
 

Muito se tem falado ultimamente sobre o racismo no Brasil e fora dele, levando-nos a refletir sobre nossas verdadeiras origens e discriminações, colocando de lado a hipocrisia e a falsidade !
Na antiguidade, entre diversos povos, as relações eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si e o perdedor passava a ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia.

Por muito tempo o racismo permaneceu de uma forma mais xenofóbica do que racial propriamente dita, permanecendo latente até a época de expansão das nações europeias.

Com o avançar das conquistas territoriais e culturais dos povos europeus, ainda na Idade Média não havia necessariamente o racismo da forma como manifestado futuramente, o que havia era o sentimento de superioridade xenofóbico de origem religiosa. Isto ocorria devido ao poder político da igreja cristã que justificava submissão de povos conquistados de forma incorporá-los à cristandade. Porém, àqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que gerava sentimentos racistas por parte dos vencedores e dos submetidos.
À medida que a tecnologia foi avançando, a Europa iniciou sua caminhada em direção à conquista econômica e tecnológica sobre o mundo.

Começaram então a surgir ideologias justificando o domínio da Europa sobre as demais regiões. Entre estas novas ideias, estavam aquelas doutrinas que alegavam existir na Europa uma raça superior. Segundo consta, aquela raça era destinada por Deus e pela história a comandar o mundo e dominar as raças que não eram europeias, consideradas inferiores.
Quando ocorreram os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era aceito como uma forma de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade.
O racismo, como fenômeno comporamental e social, procura afirmar que existem raças puras, e que estas são superiores às demais; desta forma, procura justificar a hegemonia política, histórica e econômica.

Do ponto de vista racial, os grupos humanos atuais em sua maioria são produto de mestiçagens. A evolução das espécies incluindo a humana e o sexo facilitaram a mistura racial durante as eras. Afirmar que existe raça pura torna ilusória qualquer definição fundada em dados étnicos e genéticos estáveis. Portanto, quando se aplica ao ser humano o conceito de pureza biológica, o que ocorre é uma confusão entre grupo biológico e grupo linguístico ou nacional.

As raças, nós as inventamos e nós as levamos a sério por séculos, mas já sabemos o bastante para largar mão delas. Hoje em dia sabemos que somos todos parentes e todos diferentes, de acordo com o feliz slogan criado pelo geneticista francês André Longaney, e não é preciso ter feito estudos aprofundados para convencer-se disso.
O surgimento do racismo no Brasil começou no período colonial, quando os portugueses trouxeram os primeiros negros, vindos principalmente da região onde atualmente se localizam Nigéria e Angola.

Os negros foram trazidos ao Brasil para servirem de escravos nos engenhos de cana-de-açúcar, devido às dificuldades da escravização dos ameríndios, os primeiros habitantes brasileiros do qual se tem relato.

Um mito muito divulgado é o de que a Igreja negava que negros tivessem alma, o que vai contra fatos como a canonização de santos negros como Santa Ifigênia e São Elesbão, que viveram na Antiguidade. Montesquieu, pensador iluminista, acreditava que os negros não tinham almas e que isto justificaria sua escravização e provavelmente foi daí que nasceu o mito contra a Igreja.

Outras motivações para a escravidão negra foram o convívio com as doenças dos brancos e de seus animais, por terem contatos há séculos com povos brancos e a domesticação dos animais utilizados por eles, e juntamente com a motivação financeira, pois o tráfico negreiro foi a maior fonte de renda do período colonial.

Dom Pedro II se dedicou a pôr um fim à escravidão em 1888, com o que fazendeiros e políticos de todo o país discordavam. Paga um alto preço por isso e um golpe de estado o tira do poder e acaba com a monarquia, no ano seguinte. O que se vê a partir de 1889 é um retrocesso na maneira com que os negros são tratados pelo governo, e a um primeiro momento se estabelece um regime, em essência, racialmente preconceituoso.

A abolição da escravatura brasileira foi um processo lento que passou por várias etapas antes sua concretização. Criaram-se leis com o intuito de retardar esse processo de abolição como a Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenários entre outras, as quais pouco favoreciam os escravos.

Quando finalmente foi decretada a abolição da escravatura, não se realizaram projetos de assistência ou leis para a facilitação da inclusão dos negros à sociedade, fazendo com que continuassem a ser tratados como inferiores e tendo traços de sua cultura e religião marginalizados, criando danos aos afrodescendentes até os dias atuais.

Durante o século XX, os negros brasileiros ainda enfrentaram muitas dificuldades para superarem as discriminações no mercado de trabalho e na sociedade em geral. Mesmo com o reconhecimento da igualdade formal perante a lei, na prática os negros não conseguiam facilmente as mesmas posições que os brancos, principalmente no plano econômico.

A bíblia traz vários preceitos sobre escravos e regulamenta aspectos da escravidão, mas em nenhum momento, condena a prática da escravidão em si, tanto no Velho Testamento, como no Novo Testamento. Israelitas homens deveriam ter a opção de liberdade após seis anos de trabalho com algumas condições.

Escravos estrangeiros e seus descendentes se tornavam propriedade perpétua da família que os possuia.

Diferentemente dos Estados Unidos onde o sentimento de ódio e de discriminação sempre foram mais latentes, no Brasil os negros foram vítimas do "apartheid social" que sempre sufocou o país, estabelecendo um grande distanciamento entre ricos e pobres.

Para além disso, o racismo no Brasil continuou ocorrendo de maneira velada no meio social nas últimas décadas do século XX. Mesmo após a promulgação da Constituição de 1988, que considera o racismo como "crime inafiançável e imprescritível", ainda se liam anúncios de empregos em jornais procurando pessoas de "boa aparência" o que, na realidade, significa uma recusa quanto à contratação de negros.

Recentemente, o governo brasileiro tomou medidas inéditas a fim de reduzir as desigualdades sociais entre brancos e negros, tendo estabelecido um sistema de cotas para afrodescendentes e estudantes provenientes de escolas públicas nos vestibulares das universidades federais.

Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da Ásia.

E o que dizer sobre os jogadores de Futebol ? Têm seus "passes" comprados e presos a times que defendem conforme o contrato, sem ter nenhuma ligação ou ideologia com o país daquele time... só pelo dinheiro ! Isto também não é um tipo de escravidão ? Eles defendem times de países como EUA, Espanha, Italia somente pelos altos salarios em função do poder que aqueles países e times tem, as vezes com recursos conseguidos por meio de "lavagem de dinheiro" !!

Aí os amigos perguntam: E o que isso tem a ver com Orlando ???

Eis a resposta: Nos EUA de Obama, o racismo ainda corre solto

Há um mês, no dia 26 de fevereiro, Trayvon Martin, um jovem negro de 17 anos, foi assassinado na cidade de Orlando, na Flórida. No sábado, 24 de março, milhares de norte-americanos saíram às ruas de algumas das principais cidades do país (Washington, Chicago, Dallas, Tampa, Seattle, Baltimore e Atlanta) para exigir justiça contra mais este crime racista no país presidido por seu primeiro presidente negro.

O motivo dos protestos é "simples", apesar de absurdo. O assassino confesso de Trayvon, um vigilante de condomínio chamado George Zimmernan, alega ter matado o jovem em "legítima defesa", apesar de que Trayvon estava desarmado e nada mais fez do que passar, com um capuz na cabeça, diante da propriedade "protegida" por Zimmernan, indo em direção à casa de uma amiga de seu pai, depois de comprar alguns doces.

Câmeras que registraram toda a movimentação também provam que não houve nenhum tipo de ameaça por parte do garoto. O fato é que sua vida foi tirada a sangue-frio e, se isto não bastasse, uma aberração jurídica típica do estado hiper conservador que é a Flórida, permitiu que o vigilante não fosse acusado de crime algum, não chegando sequer a ser detido.

Apesar de ter mantido um vergonhoso silêncio e nunca ter se pronunciado sobre o assassinato, um dia antes dos protestos, na sexta, o presidente Barack Obama foi a público lamentar a morte do jovem através de uma declaração feita sob medida para comover o público e, ao mesmo tempo, tirar a questão de seu verdadeiro foco.

Afirmando não poder "imaginar o que estão passando os pais", Obama acrescentou que "se eu tivesse um filho, ele seria parecido com Trayvon" e defendeu: "Cada pai nos Estados Unidos deve saber a razão pela qual é imperativo que nós investiguemos todos os aspectos deste caso, e que todos façam esforços, o Estado federal, o estado (da Flórida) e as autoridades locais, para compreender exatamente como esta tragédia ocorreu".

Apelando para a emoção, para fugir do verdadeiro debate, Obama também está completamente errado ao insinuar que aquilo que aconteceu com o jovem Trayvon pode ser chamado de "tragédia", pois, ao contrário da "desgraças inesperadas" que, às vezes se abatem sobre as pessoas, o que aconteceu com Trayvon poderia ter sido evitado.

O que provocou a morte do garoto não foi uma tragédia e, sim, mais um lamentável caso de racismo, alimentado e acobertado pela racista legislação norte-americana.

Algo, inclusive, bastante conhecido pelos negros e negras brasileiros que, assim como nos EUA, são tratados como "suspeitos antes que se prove o contrário" e, lamentavelmente, também são executados aos milhares, ano após anos, pelas forças de repressão e seus muitos braços no Estado capitalista.

"Somos todos Trayvon" Antes mesmo de ganhar as ruas, os protestos já estavam acontecendo em todas partes, mas particularmente nas redes sociais e nas comunidades negras, de uma forma bastante emocionante: jovens, brancos e negros, crianças e gente de todo tipo postavam suas fotos encapuzados como Trayvon.

Com a aproximação do primeiro mês depois do assassinato, as manifestações começaram a ganhar as ruas. A nova onda de mobilizações, que culminará nesta segunda-feira, começou na quarta, 21 de março, quando os pais de Trayvon, Tracy Martin e Sybrina Fulton, participaram em uma marcha com cerca de mil pessoas em Nova Iorque, muitas delas encapuzadas.

Os protestos já obrigaram o governador da Flórida, Rick Scott, a convocar uma nova promotora para apurar o homicídio, com o compromisso de "estudar os fatos e as circunstâncias que levaram ao disparo". Também pressionado, o Departamento de Justiça Federal decidiu abrir uma investigação paralela e se reuniu com os pais do adolescente, prometendo que um grande júri determinará, no próximo 10 de abril, se Zimmerman será acusado de algum crime.

Sabemos que para que isto ocorra e para que algum dia este sujeito possa ser punido pelo crime racista que cometeu será necessária muita luta. As manifestações em diversas cidades norte-americanas têm demonstrado esta disposição e, certamente, o movimento irá contar com a solidariedade do movimento negro brasileiro que também tem intensificado suas mobilizações contra os ataques racistas de todos os tipos.

Um abraço a todos e boa viagem para todos nós, sem racisco e discriminação!!



Manifestantes vestem capuz em ato contra a morte de Trayvon

 


 
 
Na atração Carrossel do Progresso você encontra o cão Rover - tão querido por Walt - que também pode ser visto na Mansão Mal-Assombrada, junto do zelador e também nos Piratas do Caribe, com as chaves a boca, próximo a alguns prisioneiros.