Voltei - Relato da minha viagem!

 
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Décimo dia - sexta-feira

 mensagem postada em 15/10/2007 - 07:10:26hs
 
 


Acordei cedo com meu marido reclamando de dor. Pela descrição dele parecia rim. Que sufoco para fazer uma ligação a cobrar do hotel. Não levei o número da Embratel, pois sempre utilizamos o Skype, mas como na Disney temos que pagar para utilizar a internet, não tínhamos Skype lá (utilizávamos nos shoppings). Foi a operadora da AT&T que me passou o número da Embratel, um anjo. Liguei para o número que constava no papel do seguro-viagem. O rapaz disse que eu receberia uma ligação dos EUA, mas no nervosismo, eu não sabia o telefone do hotel, nem pensei em olhar nos folhetinhos que eles deixam na mesa. Então ele me passou o 0800 dos EUA para que eu ligasse dentro de quinze minutos. Liguei para o número e descrevi o problema, a moça disse que nestes casos não adiantava mandar médico no hotel, que eu deveria ir até um hospital, mas era muito cedo e eu deveria esperar até às 8:00hs. Esta espera seria de um pouco mais de uma hora. Como a dor aumentava, liguei para meu cunhado (irmão do meu marido) que é médico. Ele descreveu o problema, o que o médico poderia me dizer na consulta, os exames e descrevi a ele os remédios que tinha levado comigo e perguntei qual deles poderia dar ao meu marido. Marido medicado, mandei ele para o chuveiro para que ele relaxasse. A moça do seguro ligou e passou o endereço do hospital que deveríamos ir, eram 8:30hs. Como o remédio e os banhos fizeram um pouco de efeito, meu marido não queria mais ir ao hospital, disse que preferia esperar. Acredito que por medo da conta que poderia ser $$$$$.
Mesmo assim, passou a manhã reclamando da dor, queria ir embora no dia seguinte, pediu para que eu mudasse a data da passagem (a tarifa que comprei os bilhetes da Copa permitia que eu trocasse o dia do vôo sem pagar nada adicional). Mas eu fiquei pensando, já imaginou ele ir no avião, que não se pode deitar direito, por não sei quantas horas, sofrendo com a dor no rim. Disse a ele que eu trocaria a data da passagem, mas que antes iríamos ao hospital, afinal se tivéssemos que pagar muito $$$, pagaríamos pois era a saúde dele, depois dávamos um jeito aqui.
E para achar o Hospital? Fui embora e perguntando se chega a Roma, não é mesmo? Era pertinho da Disney, onde estávamos hospedados.
Chegamos lá, um montão de papéis para preencher, até mesmo um contrato, que no meu inglês mais ou menos fiquei assustada e não assinei (acabou ficando comigo). A recepcionista do hospital disse que o meu seguro cobriria até US$400,00. Sóóóó? Bom, não ia discutir com a recepcionista, ela nada tinha a ver com isso. Falei que tudo bem e qualquer diferença eu pagaria (aaaiii!). Perguntei quanto ficaria uma consulta simples, a mais barata, ela disse que mais ou menos US$250,00, mas que se tivesse algum procedimento ou exame, iria ultrapassar os US$400,00, não perguntei nem quanto, para que eu não assustasse e fosse embora.
O médico foi bacana, viu que éramos estrangeiros (claro!!!) e disse que pela descrição e sintomas do meu marido era pedra no rim. Mas que o equipamento de exame que havia naquele local só detectaria pedras de tamanho grande (ultrasonografia), então correrríamos o risco de pagar pelo exame e ele não visualizar nada. O equipamento que dectaria a pedra só tinha em hospitais maiores (tomografia) e que era bem caro o exame. Concordei em não fazer os exames.
Nos receitou dois remédios, sendo que o segundo ( -- palavra censurada -- , tipo morfina) era no caso do primeiro não fazer efeito e se tivéssemos que utilizá-lo, seria para tomar e nos dirigirmos a um hospital maior, pois provavelmente seria um caso cirúrgico.
Graças ao médico, não passamos de US$400,00. Fomos para o carro. Meu marido estava nervoso, pois de modo algum queria fazer cirurgia naquele país, queria ir embora naquele dia. Aí meu Pai do céu, muita calma nessa hora... Eu disse a ele que primeiro iríamos comprar os remédios, tomar pelo menos uma drágea e ver qual o efeito, se não fizesse efeito iríamos embora no vôo daquele dia mesmo, nem que eu tivesse que dizer para a seguradora que ela ou iria pagar a cirurgia ou nos colocar em vôo de outra companhia aérea naquele dia.
Do orelhão da farmácia liguei para a seguradora no Brasil e perguntei dos procedimentos para compras de remédios (vc paga, eles reembolsam). Comprei os dois remédios (US$50,00), qualquer coisa meu marido iria viajar de avião a base de -- palavra censurada -- .
No hotel tomou a primeira dose, comprei almoço, mas nem tocou na comida, com dor não se tem fome, mas um tempo depois ... dormiu ... que alívio!!! Aproveitei e arrumei as malas para voltar caso fosse necessário. Acordou mais tarde, a segunda dose e dormiu mais um pouco. Acordou novamente (lá pelas 18:00hs) com fome!!! Já havia melhorado muito, o remédio estava fazendo efeito, não havia necessidade do -- palavra censurada -- , perguntei se queria trocar as passagens, ele disse que por enquanto não, que fossemos levando.
Tínhamos reserva de jantar no restaurante francês do Epcot, ele disse que queria ir.
Jantar maravilhoso!!! Aliviadíssimos, pois meu marido estava beeem melhor... Vimos mais ou menos os fogos do restaurante.
Era dia do Epcot ficar aberto mais três horas para os hóspedes e ele quis ir aos brinquedos.
Fomos no Honey, I shrunk the audience, Soarin, Nemo e Test track.
Hotel, remédio e cama.

Continua...
Raquelzinha

 


 
 
Você Sabia Que ... O número do prédio do corpo de bombeiros da Main Street U.S.A é “71” em homenagem a inauguração do Magic Kingdom que se deu em 01 de outubro de 1971.