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Relatos

 mensagem postada em 15/02/2009 - 04:02:16hs
 
 

Conforme prometido, segue os relatos dos 3 dias em NY antes de ir para Orlando.

Saímos eu e minha esposa no dia 18/01 do Rio no vôo da American às 20:05 com destino à Nova York e com uma escala em São Paulo. O vôo em SP atrasou um pouco e só saímos à meia noite. Vôo tranqüilo apesar de bastante cansativo. Chegamos em NY às 06h20 e a emoção já tomava conta da gente em ver tudo coberto pela neve. A ficha ainda não tinha caído. Saímos rápido do avião porque ele estava bem cheio e todos ali teriam de passar pela imigração. Saindo do avião, chegamos logo na imigração. É uma sala bem grande e com vários guichês onde ficam os agentes. Fomos um dos primeiros da fila. Como já imaginava, a agente, com uma cara de sono danada, me perguntou qual o motivo da viagem e quantos dias ficaria nos EUA. Respondi e, em seguida, impressão digital, foto e já estávamos liberados. Não durou nem 5 minutos. Fomos pegar as malas que demorou um tempão para aparecerem. Dali fomos para a alfândega que nada mais foi do que apenas entregar o formulário que preenchemos ainda no avião. Enfim, iríamos para Manhattan. Aí já apareceu o primeiro imprevisto. Como saí do Rio com mais de 30ºC, obviamente, não estava com roupa de frio que deixei para colocar no aeroporto de NY. Assim que peguei a mala, o danado do cadeado não abria por nada. Virava a chave para um lado, para o outro e nada. Minha esposa já estava parecendo um esquimó na minha frente de tanta roupa e eu ali ainda de camiseta tentando abrir a mala. Não tinha menor condição de sair do aeroporto com a roupa que eu estava. A não ser que quisesse virar picolé em menos de cinco minutos. Resolvi pedir ajuda ao pessoal da AA. Expliquei a situação ao funcionário que, em vão, tentou abrir o cadeado. Ele pediu para aguardar e disse que ia tentar arrumar algo para quebrar o cadeado. Demorou mais de 10 minutos para voltar. Quando voltou, trouxe um alicate que mais parecia uma tesourinha escolar. E lógico, não fez nem cócegas no cadeado. Tivemos que quebrar o fecho da mala para, enfim, conseguir abri-la. Após quase uma hora, finalmente, coloquei as roupas de esquimó. Como já tinha decidido, fomos para Manhattan de metrô. Mas antes vc deve pegar o AirTrain, um metrozinho chique que em 5 minutos percorre todos os terminais e te leva até a estação Jamaica-Stuphin Blvd Archer JFK Airport , onde desembarcamos. É muito bem sinalizado...basta seguir as placas que logo vc chega no trenzinho. Assim que desembarcar, temos de pagar 5 dólares por um cartãozinho para sair da estação. Descemos a escada rolante, pagamos mais 2 dólares pelo bilhete do metrô propriamente dito e pegamos a linha E até a estação 42st Port Authority. Esse trajeto levou uns 40 minutos. Já em Port Authority, mais um lance de escadas, dessa vez pra cima e andamos três quarteirões até chegarmos ao hotel Milford Plaza, onde nos hospedamos. Minha impressão é de que dá pra ir do JFK à Manhattan de metrô sim. Mas sugiro unicamente para aqueles que realmente querem economizar e estão com apenas uma mala pois senão vão se enroscar nas roletas do metrô. Chegando ao Milford, a recepcionista muito simpática disse que poderíamos antecipar o check-in que seria apenas às 15h e ainda era 09h. Agradeci muito a ela e subimos. Quarto pequeno e relativamente simples mas suficiente para duas pessoas. Não tinha microondas nem frigobar mas tinha ferro de passar, secador de cabelos e principalmente, uma cama macia e ducha quente. Pra mim, isso é o mais importante. Ah, e no caso de NY, uma boa calefação. A viagem deixou minha esposa quebrada. Eu estava super bem. Ela tomou um banho, deu uma revigorada e fomos seguir o roteiro que ainda era bastante longo. Saímos do hotel, direto para a BH Photo – 9thAve com 34st., uma mega loja de aparelhos eletrônicos, principalmente áudio e vídeo e ainda com atendimento em português. Mas são todos judeus e não funcionam aos sábados. Lá comprei uma filmadora e outra máquina digital - já tinha levado uma do Brasil, e que se compararmos com os preços daqui, já tinha valido a viagem. Saindo da BH, fomos em direção ao Madison Square Garden comprar ingressos para o jogo de hockey que queria assistir no dia seguinte. No caminho, ainda estávamos meio que anestesiados com a beleza daquela cidade, os carros estacionados todos cobertos de neve e a sensação térmica de -8ºC. Chegando no MSG, tinha bastante gente procurando por ingressos, vários cambistas na porta mas atuando discretamente pois a polícia fica em cima. Ingressos na mão, aproveitamos para comer alguma coisa rápido, pois já era umas 12h30 e ainda tínhamos muita coisa a fazer. Comemos no Mc mesmo e pegamos o metrô linha 1 sentido Downtown para visitar a Estátua. Desceríamos na estação South Ferry mas o maquinista informou bem antes que ela estava fechada para obras e tivemos que descer numa estação antes, Rector St. Na saída da estação, uma grata surpresa. Vimos a neve pela primeira vez! Parecíamos criança quando ganha doce....pegamos câmera, filmadora, registramos tudo. Estávamos muito felizes por estar nevando. Torcemos muito para que nevasse, ao menos um dia. Pouco depois, já estávamos torcendo para que parasse de nevar pois a neve batendo no rosto incomoda demais. Seguimos descendo pela Whitehall St em direção ao Battery Park para pegarmos a balsa com destino a Staten Island e que passa ao lado da Estátua mas estava um nevoeiro tremendo e a neve apertava a cada instante. Já estava pensando em deixar o passeio à estátua para o dia seguinte mas resolvi ir até lá na balsa para ver como funcionava. Passamos pelo Charging Bull e tiramos foto no famoso touro. Pegamos a Broadway e descemos direto até o Staten Island Ferry e lá decretei que deixaríamos a Estátua para o dia seguinte. O nevoeiro era muito forte e neve já estava atormentando. Voltamos para o Financial District pela Broad St e passamos pela Bolsa de Valores. Como bom economista, não poderia deixar de tirar várias fotos lá, né?...rsrs Seguimos em direção à Broadway, passamos pela Trinity Church e chegamos à área do Ground Zero. Um clima bem baixo astral paira no ar. As obras para a construção da Freedom Tower estão a todo vapor. Continuamos e demos de cara com a Century 21, que por sinal caiu como uma luva, pois estava muito frio e precisávamos nos aquecer. A loja realmente é tudo o que falam. Bons preços, muita gente e tem que garimpar. Compramos algumas coisas para casa apenas, pois queria esperar por Orlando. Tomamos coragem para sair da loja que estava tão quentinha e partimos novamente para o metrô. Descemos na Grand Central Station. Como é bonita essa estação. Não à toa que é um ponto turístico. O saguão principal então é de cair o queixo. Restaurantes bacanas e sofisticados, lojas, tudo muito bonito! Saindo, tiramos fotos do Chrysler Building que fica bem pertinho e da NY Public Library. A essa altura já estava escurecendo...e ainda não era 5 da tarde. Logo ao lado da NY Public Library, fica o Bryant Park, que no inverno, vira um rink de patinação que tem entrada gratuita e vc paga 12 doláres para patinar o quanto quiser. Tinha pensado em ir ao hotel e voltar depois para patinar, uma vez que já estávamos próximos do hotel. Mas estávamos exaustos! Minha esposa então, mal se agüentava em pé. E o frio e a neve estavam insuportáveis. Pra piorar, tinha uma fila enorme de pessoas que entrariam no rink ainda. Decidimos adiar também. Seguimos em direção ao hotel pela Times Square que a essa altura estava todinha iluminada. Pausa para milhares de fotos, filmagens...foi um momento bem legal. Então, demos de cara com a famosa loja de brinquedos Toy R'us e resolvemos entrar para conhecermos rapidamente. A loja realmente é fantástica. Vale a visita. Quem vai com crianças então, só preparem os bolsos. Tinha muito Nintendo Wii, além da guitarra e a banda completa do Guitar Hero também. Saímos dali, paramos numa Starbucks para regarregar um pouco as baterias e tomamos um chocolate praticamente fervendo pra ver se esquentávamos um pouco. Juntamos os cacos, comprei uma garrafa d’agua numa deli no caminho – por sinal uma fortuna $3,50 e nos arrastamos até o hotel. Sem sombra de dúvidas, foi o dia mais cansativo da viagem. Mas, desde o Brasil, já sabia que esse dia ia ser bem pesado. Fomos dormir não era nem 8 da noite. Mas foi bom porque no dia seguinte andaríamos muiiiiiito.

 


 
 
Quando você estiver visitando a atração "The Great Movie Ride" durante a cena onde os atores estão caracterizados de gangsteres preste a atenção na placa do carro dos criminosos, você lerá "021 429", que traduzindo para uma data teríamos "02/14/29", ou seja, o exato dia em que ocorreu o conflito entre gangsteres de Chicago denominado de "St. Valentine's Day Massacre".