Nevada - Las Vegas

 
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 mensagem postada em 20/09/2008 - 04:09:53hs
 
 

7 de setembro (domingo)

Acordamos às 9h00 e tomamos café no Starbucks Coffee do hotel. Comi um plain croissant, meio sem graça mas ok, a Carla escolheu um raisin scone que estava muito ruim e a Letícia teve sorte de escolher um blueberry muffin bem gostoso. Aliás, como as coisas feitas com blueberry lá (muffins, yogurts...) tendem a ser boas!
Depois do café, partimos para o aeroporto a fim de buscar a Tânia, amiga da Carla que mora em Los Angeles e que decidiu ir a Vegas só pra reencontrar minha prima, já que elas não se viam há anos. É muito interessante a paisagem até chegar o aeroporto, pois naquela área realmente notamos como a cidade é feita sobre o deserto mesmo (em vez de grama, a gente enxerga areia o tempo todo... acredito que pra qualquer brasileiro isso é um tanto exótico!). Na verdade, nos únicos lugares em que vi grama, mas não natural, foram nos campos de golfe espalhados pela cidade (que mais pareciam estúdios montados sobre a areia). Vimos também vários cactos na chegada ao aeroporto e fiquei me perguntando se eles eram reais ou não (sabe aquela coisa de estar acostumada com a perfeição de tudo fake da Disney!). Só sei que me senti em um desenho do Coiote... Era um legítimo clima desértico também, mas gostei bastante, porque nessa época, além de ser ‘aturável’,tinha o arzinho do carro e em qualquer lugar que entrávamos tinha ar condicionado.
No aeroporto estacionamos na área ‘pick up passenger area’ e colocamos no ‘parquímetro’ moedinhas para 40 minutos. Diferente dos parquímetros aqui, pelo menos de Porto Alegre, não recebemos ticket e fica marcado na máquina por quanto tempo a gente ‘compra’ aquele espaço para o carro. Depois de pegar a Tânia, voltamos para o hotel para que ela guardasse as malas, tirei várias fotos dos cassinos da Strip de dentro do carro e, assim como em outras cidades dos EUA, observei que a quantidade de motos é mínima... e quando você vê alguém dirigindo uma provavelmente é Harley Davidson.
Partimos para os passeios nos cassinos e decidimos almoçar no Excalibur. Apesar de não ter achado o Excalibur tão interessante, queria ter ido um dia naquele jantar temático dos cavaleiros, mas acho que o pessoal do grupo não estava muito afim. Naquele dia, almoçamos no Roundtable Buffet... não deu tempo de chegar para o brunch, mas o lunch estava a todo vapor. A comida estava bem boa, era um buffet imenso (com variedades chinesa, italiana, árabe...), mas tinha aquele gosto de comida americana mesmo (quem já foi no Sizzler sabe do que eu estou falando), então quem não gosta muito tem que cuidar. Tinha o famoso frango frito (nisso realmente os americanos são imbatíveis), o milho (do qual minha prima fazia a maior propaganda, mas achei meio exótico, pois tinha gosto de pamonha (?)), milhões de outras coisas e no buffet de sobremesa havia bread pudding, pies, mousses, cookies (isso sempre achei estranho no buffet de sobremesa deles!) e sorvete (máquina mesmo)... bom, vocês imaginam a comilança... ah, e claro, bebida liberada (na maquininha). Apesar de não ser super fã de comida desse estilo Sizzler, é um buffezão... vale a pena ir, sim!
Depois do almoço, fomos de carro até downtown, mas não chegamos a ver detalhadamente os cassinos mais antigos de lá. Não deu nem tempo de irmos à Fremont Street pra ver o show à noite (é uma pena, mas um motivo a mais pra voltar!). Decimos, então, ir ao ponto mais alto de LV, no cassino Stratosphere pra admirar a vista lá de cima. Pensei que esse hotel seria meio caidinho e vazio, mas que nada... era tarde ainda e estava super cheio com várias bandinhas tocando (não sei se peguei em um dia bom). Para chegar ao topo da torre (de 108 andares), caminhamos bastante, passando pelo cassino, por um shopping (legal, mas que estava meio vazio) e finalmente chegando no topo... a gente fica meio tonta nesse hotel, pois conforme você vai subindo para a torre, vai dando voltas pelo shopping e parece que fica só andando em círculo... talvez seja isso mesmo... é uma sensação muito estranha, mas só estando lá pra ter idéia. Pagamos o ingresso para chegar o topo, tivemos fotinhos tiradas na entrada (que, claro, não resistimos e compramos depois) e seguimos até o cume. A vista é maravilhosa! De lá percebemos bem como a cidade é plana e praticamente os únicos prédios se resumem aos cassinos da Strip... ver as montanhas que circulam a cidade e perceber que estamos em pleno deserto é surpreendente! Nesses momentos é que nos damos conta da sorte que temos em poder estar vivendo um momento daqueles! Acima do mirante fechado, tem o mirante ao ar livre e os brinquedos malucos da Stratosphere (que até apareceram no Fantástico um dia desses... só pra doido andar naquilo... impressão de que vai cair de 350 m de altura!). Lá do mirante ficamos observando os insanos que andavam nos brinquedos... nós e o resto dos medrosos, que morríamos de rir da cara de desespero dos que estavam lá em cima... tinha inclusive um tiozinho árabe, que parecia o Mr. Bean de férias e filmava tudo e ria, ria e filmava (era tão figura que não sabíamos se ríamos dele ou dos malucos). Foi muito divertida essa tarde lá!
Quando percebemos, já estava perto do nosso horário para o Cirque Du Soleil, pois tínhamos comprado ingresso para ver o “O”. Chegamos no Bellagio, passeamos um pouco lá dentro (que hotel lindo!) e chegamos na entrada do teatro do Cirque. Estava completamente lotado o espetáculo e antes de entrar pegamos um lanchinho pra dividir... blueberry muffin (muito bom), lemon juice (que mais parecia um picolé de limão) e raspberry juice (bem bom também). O show foi sensacional! Já tinha visto La Nouba em Orlando, mas achei que esse dá de 10 a 0. Sentamos bem pertinho do palco, vimos os rostos dos artistas e ficamos de boca aberta durante todo o show. Nos primeiros seats você tem até a oportunidade de se molhar um pouquinho, já que boa parte do show ocorre em uma piscina cheia de efeitos... mas é legal pegar os ‘wet seats’. É imperdível, pessoal!
Depois do show, o pessoal decidiu ir jantar no Johnny Rockets (que a gente adora!) do hotel Veneza. O Johnny de lá fica em uma food court e não é tão estiloso quanto outros em que a gente foi (especialmente o de Miami Beach), mas o atendimento e o lanche estavam fantásticos como sempre. Pedi um rocket single (hambúrguer com queijo cheddar, alface, tomate, cebola e molho especial), fritas e uma coca. Detalhe: para quem não gosta muito de cebola e do bafão posterior a ela, a cebola do Johnny é super suave e gostosa. Uma delícia de lanche!
Ah, a praça de alimentação do Veneza fecha cedinho... acho que era umas 22h quando começaram a fechar tudo. Depois de passear mais um pouco voltamos para o hotel e demos uma volta no shopping do nosso hotel (Miracle Mile Shops). Lá vocês encontram lojas da Guess Accessories, Sunglass Hut, Foot Locker (onde encontrei tênis lindos!), outras beeem legais onde fizemos altas compras e uma praça de alimentação lindinha (incluindo uma churrascaria brasileira e um barzinho com show de luzes).
Ficamos lá até o shopping fechar, seguimos para o cassino e depois hora de dormir. Interessante que para chegar ao quarto, estacionando no ‘self park’, você é obrigado a passar pelo shopping e pelo cassino... mas isso era sempre divertido!

 


 
 
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