Nevada - Las Vegas

 
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Sozinha na balada

 mensagem postada em 03/02/2015 - 01:02:04hs
 
 

Em julho de 2014, minha família decidiu que iriamos viajar para Las Vegas! Como a cidade é conhecida pelas noites agitadas o primeiro relato será sobre as baladas.

Fiquei cinco dias em Vegas e fui em quatro baladas, então vou citar somente as que conheço, a escolha foi feita por pesquisas na internet, as que ficavam próximas ao hotel (Harrah's) e indicações.

Em Vegas você precisa ter um inglês razoável pois as pessoas são um pouco mais impacientes e não é que nem Disney que sempre tem um funcionário brasileiro pra ajudar, então já esteja preparado.
A primeira dica é que assim que se hospedarem, procurem o Concierge do seu hotel, eles são verdadeiros anjos que colocam você na guestlist (lista de convidados) da balada e conseguem descontos e vips, além de darem ótimas dicas para passeios.



Assim que localizei onde ficava o concierge do meu hotel, pedi informações sobre a balada TAO que ficava no hotel Venetian pois tinha lido que era muito boa, a atendente me falou que poderia fazer vip para homens e mulheres e colocou meu nome na lista e pediu que eu chegasse cedo porque ela sempre ficava lotada e que fosse bem arrumada, de salto alto e vestido. As baladas começam a ficar cheias as 21:00.

Depois de cinco minutos de caminhada cheguei no hotel por volta das 22 hrs, tava um pouco cheio mas assim que achei o funcionário e ele encontrou meu nome na lista e colocou uma pulseira e não precisei ficar em fila, entrei sem maiores problemas e percebi que eles estavam dificultando a entrada de quem estava em grupos muito grande, de dez ou mais pessoas.


A parte de baixo é um restaurante e em cima a balada, fui ver os preços das bebidas e fiquei chocada, uma garrafa de vodka saia uma fortuna, pedi então uma Budweiser por uns dez dólares e fui tentar descobrir pra que servia aquela pulseira, depois de um leve sufoco pra tentar me comunicar com o bartender pois a musica absurdamente alta, descobri que a pulseira significava open bar até a meia noite, OBAAAAAAAAA! Isso sim é Las Vegas baby! Pedi uma vodka com cranberry (detalhe: no bar tem aquela mangueira que despeja a vodka, muito americano mesmo) e fui começar a curtir a noite.











A balada é totalmente diferente das que conheço no Brasil, no estilo máfia asiática, toda em preto e vermelho, tocava música eletrônica e cheia de efeitos especiais, com chuva de papel picado e neve artificial, pirotecnia, gaiolas com dançarinas, bastões com luzes e o ponto alto foi uma pessoa vestida de globo de luz que refletia a balada toda.
Lá não é tão grande mas os camarotes são bastante espaçosos, as garçonetes circulavam de lingerie e tinha uma sacada incrível com vista pra Strip (avenida principal).




A única coisa que não gostei foi o banheiro feminino, ele ficava na parte de cima e eram portinhas individuais no corredor da balada, em cada um tinha a privada e a pia e estavam bem sujos, como só tinha uns quatro ou cinco havia uma fila bem grande, mas o pessoal que conheci falou que o masculino estava tranquilo e limpo.





Vamos então para a segunda noite, tinha passado o dia todo no Grand Canyon e acabei chegando super tarde e não tinha dado tempo de marcar alguma balada pra noite, então tomei um banho, me arrumei e atravessei a strip com destino ao hotel Mirage pra ver o que tinha de bom lá.
A balada chamava OAK e a porta estava lotada de gente, não tinha fila: era só uma muvuca, um cordão de isolamento e os seguranças selecionando quem iria entrar e quem ficaria pra fora, assim e sem mais.
Como eu estava perdidona, perguntei para duas meninas que estavam na porta como funcionava, elas me falaram que tinham reservado, mas que poderia ficar com elas e tentaríamos entrar juntas, não deu cinco minutos estavámos lá dentro e vips, OBA!



Elas estavam numa despedida de solteiro com uns amigos, então ficamos conversando, eles disseram que tiveram que esperar quase duas horas na porta, é assim, se eles vão com sua cara você entra logo se não espera a boa vontade deles te liberarem, isso se liberarem pois muita gente fica pra fora por não estarem qualificado para os "padrões" da balada.
O noivo estava pendurado em duas mulheres e uma diferença gigante entre baladas do Brasil e Vegas é que rola uma bagunça absurda, pra não dizer outra palavra, é um esfrega esfrega lascado, fiquei chocada, um nível bem mais baixo do que rola nos funks do meu Brasil. Eles me contaram que beijo na boca significa quase um relacionamento sério e por isso ficam "chocados" com o que vêem em micaretas ou baladas daqui e eu fiquei chocada com o que vi lá.

Tocava eletrônica e hip hop, nessa noite com participação do Ja Rule o show foi muito bom e o pessoal estava animadão.
A cerveja corona estava treze dólares e o banheiro era limpo e grande, com várias opções de cremes, escovas, desodorantes etc... no começo estranhei, mas depois entendi como funciona o esquema.
Quando você entra no banheiro vem uma funcionária e te trata como uma rainha, distribui o papel, enxuga suas mãos, pergunta como você está e por ai vai, ela oferece todos os produtos que tem na bancada pra você experimentar, mas é claro que tem um preço, sempre tem uma caixinha de tips (gorjeta) pra você contribuir e assim poder justificar todo mimo, esse tratamento é comum em todas as baladas, só não vi na TAO.
Enfim, depois de me divertir a noite toda, o pessoal me chamou para ir em outra balada no dia seguinte, mas como eu queria ir na Bank deixei pra próxima.
No próximo post eu falo das outras baladas que fui, inclusive a minha preferida, Marquee
Até.

 


 
 
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