Planejamento - Seguro Viagem

 
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Seguro viagem Cartão VISA PLATINUM

 mensagem postada em 11/09/2013 - 01:09:17hs
 
 

Em função das poucas informações disponíveis sobre seguro viagem do cartão Visa na Internet, resolvi postar meu relato para que as pessoas possam decidir se vale a pena ou não contar com o seguro do cartão de crédito. Ressalto que antes de viajar, fiz pesquisas quanto à utilização do seguro e encontrei informações desencontradas quanto ao atendimento. Nunca viajei sem seguro saúde, sempre fiz o CORIS, indicado pela operadora de turismo da empresa na qual trabalho, mas nunca precisei utilizar. Como ia viajar sem minha filha, resolvi arriscar.

Entrei no site VISA , preenchi e imprimi o “VISA EMERGENCY MEDICAL INDEMNIFIED SERVICES”, contendo as informações para acionamento do seguro.

Viajei em final de maio de 2013 e no dia seguinte ao da minha chegada em Miami, comecei a sentir uma dor de estômago terrível. Fui para Orlando no mesmo dia, e após 2 dias seguidos sem conseguir comer e nem dormir por causa da dor, resolvi acionar o seguro viagem do VISA Platinum. Às 4hs da manhã, liguei para a Central VISA indicada na apólice e fui atendida em português. Me informaram que em até 1 hora eu iria receber uma ligação dando os detalhes para atendimento.

Após aguardar 2 hs, liguei novamente e me pediram para aguardar novamente 1h. Cerca de 50 minutos depois, me retornaram a ligação e a atendente, falando em inglês, me deu uma série de informações as quais achei difíceis de compreender, pois em função da dor não estava nem conseguindo raciocinar direito. Ao ver que eu não compreendi 100% as informações, ela passou para outra atendente que falou comigo em espanhol. Me indicou um Hospital perto do Hotel e me deu um número de protocolo, para agilizar posteriores contatos.

Cheguei ao Hospital em torno das 9hs da manhã e a recepção estava completamente vazia. Em menos de 2 minutos entrei para uma espécie de triagem, na qual mediram minha pressão, peso, e uma enfermeira preencheu um questionário com os meus sintomas.

Dali fui levada para um quarto e rapidamente veio um médico me atender. Mostrei a localização da dor e consegui entender que ele iria pedir alguns exames. Logo a seguir veio uma pessoa e tirou sangue. Interessante foi que, até àquele momento, ninguém me pediu nenhuma identificação.

Pedi para chamar minha amiga que estava aguardando na recepção, e eles permitiram que ela me acompanhasse. No hospital a comunicação era totalmente em inglês e nem sempre conseguia entender tudo, pois, apesar de entender razoavelmente em inglês, não estou familiarizada com os termos médicos. Ressalto que o atendimento foi muito profissional, ágil e eles foram muito solícitos.

Enquanto aguardava, veio uma pessoa do atendimento e aí sim me solicitaram os dados pessoais e a forma de pagamento. Dei o número do protocolo do VISA e ela me pediu o número do telefone para entrar em contato com eles.

Me levaram para outra sala e fiz uma Ecografia de Abdômen Total. Sempre faço ecografia aqui no Brasil e essa foi a mais demorada de todas que já fiz na vida. Demorou quase 30 minutos. Fiquei até com medo de eles acharem alguma coisa que nem eu sabia que tinha...

Voltei para o quarto e continuei aguardando. Nisso veio uma enfermeira e me deu um liquido para beber, algo tipo mylanta plus. Depois de 30 minutos, comecei até a me sentir um pouquinho melhor.

Em torno das 13hs o médico voltou e me disse que os exames não acusaram nada e me prescreveu uma medicação a comprar. Perguntei se ele tinha algo para diminuir a dor mais rapidamente e ele disse que lá eles não fazem esse procedimento, como no Brasil, tipo aplicar buscopan.

No procedimento de alta perguntei se estava tudo ok quanto ao pagamento, e a pessoa responsável falou que tinha conseguido falar com a seguradora e estava tudo certo.

Acabei saindo do Hospital do mesmo jeito que entrei, ainda com dor.

Comprei os remédios prescritos na farmácia do Hospital, custou cerca de 70 dólares, e descobri que eram para quem tem sintomas de úlcera.

Voltei para o Brasil, e no primeiro dia útil após minha volta, encaminhei os documentos necessários para Interpartner/AXA, seguradora da VISA, conforme solicitado por eles: comprovante que comprei as passagens com o cartão, passaporte com a data de entrada nos EUA, Relatório Médico do atendimento (que o Hospital me entregou na alta) e e-ticket da TAM.

Fui informada que em até 30 dias eles analisariam a minha documentação e informariam se estava tudo certo.

Fiquei o tempo todo pensando o que aconteceria caso eles falassem que não iriam efetuar o pagamento, pois existem uma série de condicionantes na apólice, que desobriga-os do atendimento, e sei também que qualquer atendimento nos EUA custa o olho da cara. Pois bem, em meados de julho, recebi em minha casa uma fatura do próprio Hospital, no valor de U$ 2.700,00, informando que o pagamento não tinha sido efetuado até o momento, e solicitando que eu entrasse em contato para definir a forma de pagamento.

Entrei imediatamente em contato com o VISA e eles me transferiram para a própria AXA nos Estados Unidos. A atendente, falando em português, me disse que eles não tinham tido tempo de concluir a análise, mas que iriam priorizar em função da cobrança do Hospital e que em até 30 dias deveria estar tudo concluído. Me informou também que é procedimento comum do Hospital enviar a cobrança automaticamente, caso a fatura não seja paga em 30 dias. Ressalto que já tinham passado quase 60 dias desde o meu atendimento!

Fiquei bastante preocupada, pois além de não gostar de ser cobrada, fiquei imaginando ter que disponibilizar cerca de R$ 6.000,00 para pagar a fatura!!! Me angustiei mais ainda ao pesquisar na internet, e ler sobre alguns casos em que a própria pessoa efetuou o pagamento, em virtude da seguradora se recusar a pagar.

Agora em final de agosto, liguei novamente para a AXA, e fui informada que o meu processo já estava no financeiro para procedimentos quanto ao pagamento ao Hospital. Ou seja, mais de 90 dias e a fatura ainda está em aberto. Perguntei se estava tudo finalizado quanto à minha parte e a atendente falou que sim, mas acrescentou que “qualquer problema, entraremos em contato”. Perguntei se eles iriam me informar quando o pagamento fosse efetuado, afinal a fatura está no meu nome, e ela informou que eles não costumam avisar e que só entrariam em contato comigo se desse algum problema.

Bom, desculpe o relato longo, mas fiz questão de contar todas as etapas, pois quando pesquiso algumas pessoas citam “Fui atendido e não desembolsei nada”, mas não relatam toda a agonia de esperar a própria seguradora informar se o pagamento foi efetuado junto ao Hospital ou ao médico.

Fiz um check-up ao voltar ao Brasil. O médico constatou que não tenho nada e que provavelmente foi a comida muito gordurosa que me fez mal. Falei para ele do meu atendimento junto ao VISA, e ele me disse que mesmo os seguros-saúde criam muitas restrições quanto à cobertura dos atendimentos. Disse que ele mesmo viajou recentemente para Cancun contando somente com o seguro viagem do Cartão.

Apesar de não ter desembolsado nada, e da sinalização de que o pagamento deve ser efetuado pela seguradora do VISA, nunca mais viajarei sem o seguro-saúde, pois acredito que seja mais fácil acioná-los caso haja qualquer descumprimento contratual, visto que, por ser seguro saúde, o serviço deles é mais objetivo. Acho que o seguro viagem, por ter cobertura mais ampla, acaba sendo mais subjetivo.

Abraços

Andrea

 


 
 
Os trens da Big Thunder Mountain Railroad tem os seguintes nomes: I. M. Brave, U. R. Courageous, I. B. Hearty, U. B. Bold, I. M. Fearless e U. R. Daring.